Manaus/AM - A seca histórica do Rio Solimões tem causado impactos significativos no comércio da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Desde agosto, a rápida descida do nível do rio fez com que medições passassem a registrar valores negativos. Nesta semana, o Solimões recuou, em média, 4 cm por dia, atingindo 2,06 metros abaixo do nível do mar.
Com isso, as dificuldades de navegação tem aumentado, assim como os custos de transporte. Grandes embarcações não conseguem mais chegar à região e as que ainda operam enfrentam dificuldades, precisando reduzir a carga e dividir os custos extras com outras embarcações.
O porto público de Tabatinga e o principal porto de Letícia, na Colômbia, estão inoperantes. Na ilha peruana de Santa Rosa, o rio praticamente desapareceu, transformando o local em um deserto de areia com barcos encalhados. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), essa é a pior seca do Solimões em 42 anos, com previsão de que o nível continue a baixar devido à ausência de chuvas. "Podemos ver o rio atingir níveis ainda mais críticos", alerta Artur Matos, coordenador do SGB.



