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Refugiados do Abrigo do Coroado têm assistência do governo estadual

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Dar apoio humanitário com uma equipe psicossocial aos abrigados, criar uma rede de voluntários para atender às suas principais necessidades e fortalecer parcerias institucionais. Com essas ações, o governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, passa a coordenar o Serviço de Acolhimento Institucional para Indivíduos e Famílias (Saiaf), no Coroado, a partir deste mês.

O Abrigo do Coroado, como o serviço é conhecido, já vinha recebendo apoio da Seas, que dava suporte à Prefeitura, antes responsável pela coordenação, com serviços de segurança, manutenção e apoio técnico com a disponibilização de servidores. Agora, a coordenação geral passou para a secretaria, que pretende fortalecer a parceria com a Prefeitura seguindo as diretrizes da Operação Acolhida, que envolve órgãos internacionais, estaduais e municipais.

Como primeiras ações, a Seas realizou algumas mudanças no espaço com a criação de uma brinquedoteca, onde voluntários realizam atividades lúdicas com as 41 crianças do abrigo; a instalação de uma sala para aulas de português, ministradas por professores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), nos turnos matutino e vespertino; e serviços de pintura nas áreas externas dos quartos do abrigo. Além disso, todo um trabalho psicossocial está sendo realizado para que os abrigados se envolvam na manutenção e limpeza do espaço.

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Atualmente, o Saiaf do Coroado acolhe 192 refugiados sendo 93 homens; 49 mulheres, 41 crianças com idades de 0 a 11 anos, e nove adolescentes. Os venezuelanos em situação de refúgio que chegam ao Abrigo geralmente são encaminhados pelo posto da Sejusc, que funciona na área da Rodoviária, mas o Saiaf também acolhe pessoas encaminhadas pela rede socioassistencial.

Os refugiados venezuelanos atendidos são não indígenas, em situação precária de saúde e baixa escolarização. A maior parte é do sexo masculino, com faixa etária de 25 a 45 anos. No Saiaf, todos recebem não só acolhimento temporário, como também atendimento psicossocial, alimentação diária e, principalmente, acesso às diferentes políticas públicas para que possam ter acesso a direitos sociais não necessariamente contemplados na área da assistência social, como saúde, inserção na rede de ensino, qualificação profissional e entrada no mercado de trabalho.

Fotos: Bruno Zanardo/Secom

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