O Fundo da Marinha Marcante deve destinar R$ 500 milhões para o Amazonas investir em suas hidrovias, fabricação de balsas e outras embacações, estimulando a indústria naval no estado. A Agência de Fomento do Amazonas - Afeam - mesmo não fazendo parte do Conselho Diretor do FMM, que reúne em Brasília desde ontem, enviou um representante para tentar agilizar esses investimentos. A agência trabalha para ser a repassadora dos recursos no Estado.
A preocupação da Afeam é com a infraestrutura, ainda capenga, para atender a demanda das grandes exploradoras de petróleo na região. Uma eventual descoberta e exploração de novos poços no estado vai gerar, segundo fontes da Afeam, um grande problema para o escoamento da produção porque o Amazonas não dispõe de balsas suficientes para o transporte do óleo. O Fundo da Marinha Mercante pode revitaliar a indústria naval e gerar empregos, diz o advogado Ricardo Gomes de Oliveira.
A Afeam, que é a instituição financeira oficial do Estado, parceira e repassadora do BNDES há mais de uma década, nunca conseguiu financiar um bote de plástico pelo FMM, Enquanto a Agência de São Paulo faz isso continuamente, a Bahia também, o Basa e todos esses estados têm frota e hidrovias bem menores que as nossas, diz o Ricardo, que aposta numa nova fase: "o Estado nunca havia efetivado um grupo técnico, com gente de formação, capacidade e vontade para "virar" esse jogo, trazer o FMM para a Afeam fazer o Porto do Iranduba, as balsas para escoamento da produção".
O advogado, que representa como observador a Afeam na reunião do Conselho do Fundo da Marinha Mercante, adverte que enquanto alguns discutiam a fuga dos tablets e da indústria fonográfica "estávamos deixando de observar que temos capacidade de nos reinventarmos" em uma alternativa que substitui perfeitamente o modelo econômico atual.
"Vamos trazer e operar o FMM, vamos fazer e exportar embarcações como jã fizemos com o Lady Laura, vamos atualizar a nossa frota, adequá-la as novas normas de segurança e de respeito ao meio ambiente geradas pela Marinha e pelo MMinistério do Meio Ambiente, vamos viabilizar o Amazonas e fazer o que não foi nem pensado nos últimos 10 anos".
