O promotor Fábio Monteiro, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado, voltou a reafirmar em coletiva na sede do Ministério Público, na manhã desta quarta-feira, haver fortes indícios de fraude no concurso da Defensoria Pública do Amazonas. Ela também rebateu a afirmação do defensor geral, Tibiriçá Valério de Holanda, de que seu filho não teria sido aprovado na primeira fase do concurso.
De acordo com o promotor, Tibiriçá Filho obteve 80 pontos na prova, uma das notas mais altas registradas, o que o colocou entre os classificados.
Entenda o caso
As denúncias de irregularidades no concurso da Defensoria Pública chegaram ao conhecimento de Fábio Monteiro na sexta-feira, quando cinco candidatos foram a sede do Ministério Público Estadual fazer as denúncias através de depoimentos.
Na segunda-feira, o governador Omar Aziz, após tomar conhecimento dos problemas, determinou a anulação do certame.
Ontem pela manhã, policiais civis comandados pelo delegado geral adjunto, Antônio Chicre Neto, realizaram mandados de busca e apreensão expedidos pela juíza plantonista Elza Vitória de Sá Peixoto Pereira, casa de Tibiriçá Holanda e em uma sala no Manaus Shopping Center, onde foram apreendidos vários malotes com provas, computadores e mídias (CDs).



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