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Projeto que doou 100 mil óculos à população ribeirinha no Amazonas recebe premiação

Projeto que doou 100 mil óculos à população ribeirinha no Amazonas recebe premiação
Projeto que doou 100 mil óculos à população ribeirinha no Amazonas recebe premiação

Com mais de 100 mil pares de óculos doados a moradores da zona rural do Amazonas, o projeto de extensão universitária Oftalmologia Humanitária, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), comemorou 30 anos de criação, nesta segunda-feira (29), com a entrega da medalha Oftalmologia Humanitária aos parceiros da iniciativa.

O projeto é coordenado pelo professor Jacob Cohen e conta com o apoio das empresas e órgãos públicos para a realização de mutirões de cirurgias de catarata, atendimento clínico e a doação de óculos de grau nos municípios amazonenses. 

Neste ano de 2022, a ação chegou ao Norte do Amazonas, cobrindo aos municípios de Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos e Novo Airão. 

Em solenidade realizada de forma híbrida, com a parte presencial transmitida a partir da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),a entrega da medalha foi feita na noite de ontem aos proprietários da empresa Lupas Leitor, Ana e Jean Jankovski e ao diretor do Laboratório Alcon, Roger Lopes.

O professor Jacob Cohen destacou as três décadas de existência do Projeto Oftalmologia Humanitária para homenagear instituições e pessoas que colaboraram de maneira decisiva com os objetivos da iniciativa.

Segundo ele, os proprietários da empresa francesa Lupas Leitor, Ana e Jean Jankovski, já doaram mais de 100 mil pares de óculos e o mais importante, com recursos próprios, participam de todos os eventos do projeto. 

“Sinto-me honrado em participar dessa seleção brasileira, que trabalha incansavelmente pelos brasileiros e por este país, que já chamo de meu. Obrigado por esta oportunidade. Vamos continuar cada vez mais marcando gols de placa”, discursou o francês Jean Jankovski, fazendo alegoria ao esporte mais apreciado no Brasil.

O diretor do Laboratório Alcon, Roger Lopes, participa do projeto com pessoal capacitado e materiais como lentes intraoculares utilizadas nas cirurgias de catarata.

“Eu não conheço muitos países, grupos ou projetos com uma continuidade de 30 anos que tenha o impacto que vocês estão gerando ao longo dessa experiência. Isso é muito especial, único, e me faz muito humilde ver que existe gente no mundo com tanto nível realizando um esforço a cada ano desse nível”, afirmou. 

O projeto conta ainda com o apoio logístico da Marinha do Brasil, cujo almirante Tadeu Lobo recebeu a homenagem em nome do órgão.

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