Manaus/Am - O atual presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), João Campelo, anunciou na manhã desta sexta-feira (10), sua candidatura à reeleição ao cargo no biênio 2017/2019. Campelo, era o vice-presidente eleito da entidade até julho de 2016, quando assumiu a presidência da entidade após a renúncia de Iran Lima, que se afastou da função para se dedicar a eleição municipal em Boca do Acre na época.
Ex-prefeito de Itamarati (a 985 km de Manaus), nos meses em que este à frente da entidade Campelo destaca que sua prioridade foi intensificar as ações de capacitação técnica dos servidores municipais do interior, por meio da realização de cursos e parcerias entre a AAM e as prefeituras e estreitar os relacionamentos com os governos estadual e federal.
Entre suas propostas para o novo mandato destaca-se a criação de um escritório de projetos dentro da associação, composto por engenheiros, arquitetos e demais profissionais necessários para desenvolver planos para os municípios e assim evitar a perda de recursos federais destinados para a área.
“Segundo dados da União, o Amazonas perde mais da metade dos recursos destinados por programas federais pela falta de projetos, uma vez que um dos grandes problemas dos gestores é a falta profissionais capacitados no interior. No estado vizinho do Acre, o aproveitamento é superior a 90% e esta proposta visa reduzir ao máximo essa diferença”, explicou Campelo.
O presidente também destacou entre suas propostas para o novo mandato ampliar as ações da entidade no interior e a construção de uma sede própria, uma antiga reivindicação dos prefeitos que nunca saiu do papel.
“Já conversei com o diretor do Programa Calha Norte, brigadeiro Roberto Dantas, que nos assegurou apoio total para a realização desta empreitada. O próximo passo é levar a proposta para o colegiado de prefeitos e procurar a adesão da bancada federal do Amazonas”, acrescentou o prefeito.
João Campelo ressalta ainda que o fato de ser ex-prefeito, favorece o caráter apartidário da associação e também auxilia no tempo dedicado ao movimento e compromissos municipalistas.
O estatuto da Associação foi alterado na gestão anterior, permitindo desde então, a eleição de ex-prefeitos para a Presidência. Na época, os gestores da AAM identificarem que o prefeito com mandato, tem dificuldades de administrar os problemas em suas prefeituras e ao mesmo tempo, defender os interesses do município e se dedicar a defesa das causas municipalistas.
“Todos os dias temos uma agenda a cumprir na capital com o Estado, União e com representantes dos municípios que estão na cidade. Como ex-prefeito, sei que o gestor municipal tem muitas demandas diárias e até as distâncias geográficas e problemas de comunicação interferem na representatividade dos municípios”, alertou Campelo.

