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Poucos feriados em dias úteis de 2022 devem reduzir em 22% as perdas no comércio

Poucos feriados em dias úteis de 2022 devem reduzir em 22% as perdas no comércio
Poucos feriados em dias úteis de 2022 devem reduzir em 22% as perdas no comércio

Manaus/AM - O número menor de feriados nacionais caindo em dias úteis em 2022 deve reduzir as perdas do comércio em 22% em relação a este ano de 2021, aponta pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Cada feriado em dia útil gera um prejuízo R$ 2,46 bilhões ao varejo, diz a entidade.

Pela análise, neste ano, o comércio varejista sofreu um prejuízo de R$ 22,11 bilhões, enquanto em 2022 a previsão é que as perdas sejam de R$ 17,25 bilhões.

Para o próximo ano, o calendário conta com nove feriados nacionais: Dia da Confraternização Universal (1º de janeiro), Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa), Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalhador (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), Dia de Finados (2 de novembro), Proclamação da República (15 de novembro) e Natal (25 de dezembro). Carnaval e Corpus Christi são considerados dias de ponto facultativo.

Em 2021, exceto o Dia do Trabalhador e o Natal (ambos celebrados em sábados, dia de expediente reduzido no varejo), os demais feriados nacionais ocorreram em dias úteis para o comércio, impactando a rentabilidade do setor. Em 2022, as duas datas cairão em domingos e o Dia da Confraternização Universal será em um sábado, reduzindo a sete o número de feriados em dias úteis.

O prejuízo de cada feriado em dia útil reduzi a rentabilidade anual média do setor comercial como um todo em 1,29%. E, considerando todas as atividades econômicas, provoca um impacto de R$ 10,12 bilhões na geração do Produto Interno Bruto (o equivalente a 0,12% do PIB anualizado). Portanto, os feriados de 2022 deverão impactar o excedente operacional do comércio em 9,0%.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, há dois lados da situação. “Apesar de favorecer atividades econômicas específicas, como as turísticas por exemplo, para boa parte dos demais setores da economia a maior incidência de feriados em dias úteis tende a gerar prejuízos, por conta da queda no nível de atividade ou pela elevação dos custos de operação”, afirma Tadros.

De acordo com a pesquisa, os ramos de atividade em que a relação entre folha de pagamento e faturamento se mostra mais elevada tendem a sofrer os maiores impactos.

A estimativa é que, juntos, os segmentos de hiper e supermercados (R$ 3,33 bilhões); de vestuário e calçados (R$ 2,83 bilhões) e o comércio automotivo (R$ 2,63 bilhões), que concentram 55% das folhas de pagamento do comércio varejista brasileiro, respondam por mais da metade (51%) das perdas.

Fabio Bentes, o economista da CNC responsável pela pesquisa, destaca que por mais que as vendas possam ser parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores, o peso relativamente elevado da folha de pagamento na atividade comercial é a principal fonte dos prejuízos impostos pelos feriados.

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