Manaus/AM – A Justiça Federal condenou o piloto Fernando Luiz Galvão Bezerra a oito anos de prisão por causar um acidente enquanto conduzia um avião do Greenpeace no Rio Negro, na região do Arquipélago de Anavilhanas, no Amazonas, em 2017. O acidente deixou três feridos, incluindo o próprio piloto, e a morte da sueca Carolina Josefina Steiser, integrante da organização não-governamental.
Em 2019, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Fernando após constatar que ele não havia checado a segurança obrigatórias antes do voo e simulou pouso na água, fazendo com que a aeronave capotasse e afundasse no rio.
Justiça Federal atendeu ao pedido do MPF e condenou o piloto por atentado contra a segurança aérea, com dolo eventual, uma vez que ele possuía pleno conhecimento da insegurança gerada com a não realização dos checklists, mas escolheu prosseguir com a operação.
“Tratando-se de atividades perigosas só há o seu exercício seguro quando são respeitados os procedimentos estabelecidos legalmente. Não respeitá-los é criar perigo de dano a si mesmo e para terceiros”, pontuou o MPF na denúncia.
Fernando foi condenado à pena de oito anos de reclusão, em regime semiaberto, ou seja, recolhendo-se à prisão somente à noite. Da decisão cabem recursos por parte do MPF e da defesa.
O MPF esclarece que réu é considerado inocente até o trânsito em julgado de decisão penal que reconheça definitivamente sua culpa, ou seja, quando não houver mais recursos a serem apresentados.

