Os três membros da mesma família e outras quatro pessoas morreram na quinta-feira, 21, logo após o bimotor Sêneca em que seguiam para Santarém, no Pará, cair na cabeceira da pista de voos regionais do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.
O piloto Waldeir Alves foi enterrado em Minas Gerais e os corpos de outros dois passageiros, Janilsa Nascimento e Magno Souza, seguiram para Santarém, onde foram seputados ainda na sexta-feira. Um cachorro, Pimpolho, de Kelly e Janilsa, também morreu no acidente.
De acordo com a assessoria do Serviço de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), as hélices do bimotor já foram liberadas para investigações e um laudo prévio sobre o acidente deve ser divulgado pelo órgão em 30 dias.
Nos últimos anos, ocorreram quatro acidentes com aviões de pequeno porte da Amazonaves, incluindo o de ontem. Antes desse acidente, em 2007, outro bimotor Sêneca da empresa caiu em cima de uma casa em construção em Manaus, ferindo o piloto e um passageiro. Em 2003, outro Sêneca da empresa caiu durante um voo de inspeção, ferindo gravemente o piloto. Em 2002, um avião bimotor Minuano caiu sobre a selva e os corpos do piloto e do passageiro só foram encontrados dois meses depois. As investigações sobre os três acidentes anteriores apontaram falhas mecânicas.

