A Polícia Federal, que desencadeou na manhã desta terça-feira, no Amazonas, Ceará, Acre e Pará, a “Operação Fortaleza”, já prendeu 17 acusados de integrarem uma organização criminosa de tráfico de drogas que agia há anos em Manaus. A orcrim era comandada pelo traficante José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, preso em agosto do ano passado. Os agentes cumprem também 27 mandados de busca e apreensão.
De acordo com o superintendente da PF, Sérgio Fontes, foram presos 14 acusados em Manaus, dois em Tabatinga e um Cruzeiro do Sul, no Acre. Mais quatro acusados que já estavam presos, entre eles “Zé Roberto”, que recebeu nova ordem de prisão preventiva no Centro de Recuperação do Pará III (antigo PEM III), na vila de Americano, em Santa Izabel do Pará, na Grande Belém, onde se encontrava desde agosto ano passado. Um outro mandado não pode ser cumprido porque o acusado teria sido executado.
Ao total já foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, restando ainda cumprir 14 mandados, um deles contra Cleomar Ribeiro Freitas, o “Copinho” que até o final da manhã ainda não tinha sido preso, mas seu irmão, Jiquitaia, recebeu ordem de prisão. A PF prendeu outro braço da organização criminosa - Jocicley Braga de Moura, o “Dote”, acusado, juntamente com “Zé Roberto”, de comandar o tráfico de drogas no Norte e Nordeste.
O superintedente da Polícia Federal, Sérgio Fontes, disse que as investigações para desarticular a organização começou em junho de 2008, período no qual foram apreendidos R$ 300 mil em espécie e mais de uma tonelada de cocaína, que vinha do Peru e da Colômbia,via Cruzeiro do Sul, no Acre, e Tabatinga, no Amazonas.
Nas investigações os federais elucidaram a execução de Mário Jorge Viana da Silva e José Alberto Rodrigues Fernandes, que tiveram os corpos esquartejados e jogados em um terreno no bairro de Adrianópolis, dia 5 de outubro do ano passado.
Sérgio Fontes disse que os autores do duplo homicídio são os colombianos Jackson Edgar Menezes Diaz, mandante do crime, e o executor foi Manoel Antônio Araújo de Andrade. Também estão envolvidos Dora Lilia Ochoa e Jhon Wilson Quiroz Ospina, o “Negro”.
“Eles jogaram os corpos naquele local para mandar um recado a quem tentasse mais uma vez enganar os traficantes”, disse o superintendente, informando que desde o começo das investigações em junho de 2008 foram investigadas 85 pessoas por tráfico de entorpecentes, lavagem de dinheiro, associação e financiamento ao tráfico.




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