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Pescadores alertam para efeito prolongado da seca e esperam seguro defeso

 Pescadores alertam para efeito prolongado da seca e esperam seguro defeso
Pescadores alertam para efeito prolongado da seca e esperam seguro defeso

Por Ana Celia Ossame, especial para Portal do Holanda

Uma das categorias mais prejudicadas pela forte estiagem que ocorre no Estado do Amazonas, os pescadores esperam respostas às solicitações de adiantamento de duas parcelas do segundo defeso ou do auxílio emergencial, além de 50 mil cestas básicas para os cerca de 100 mil inscritos na Federação dos Sindicatos dos Pescadores e Pescadores Artesanais do Amazonas (Fesinpeam), Raimundo Braga. 

A entidade reúne representantes de 84 entidades, sindicatos e colônias de pescadores e pescadoras do Amazonas.

Ao lembrar que pelo menos 80% dos pescadores estão com dificuldades pelo impedimento de acessar igarapés e lagos para pescar por falta de acesso devido à seca ou a mortandade dos peixes, Braga pede atenção e rapidez no atendimento dos pedidos.

A liberação do seguro foi prometida pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin em Manaus depende de estudo do Ibama.

“O problema afeta todos os grandes rios do Amazonas, prejudicando, por exemplo, os pescadores e pescadoras do Alto Solimões como Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Fonte Boa e Tefé”, disse ele. reúne representantes de 84 entidades, sindicatos e colônias de pescadores e pescadoras do Amazonas.

Em viagem recente feita a Parintins e Barreirinha, Braga disse ter visto de perto as dificuldades enfrentadas pelas comunidades e nos seus entornos. “São imagens impressionantes de lagos que antes eram grandes e estão como um deserto. “O município de Nhamundá está em calamidade pública”, afirmou.

A seca isola comunidades que precisam ser atendidas por outros tipos de transporte como helicópteros porque as famílias estão isoladas, afirma Braga.

Para o presidente da Fesinpeam, é preciso entender que todas regiões dos rios Amazonas, Negro, Madeira, Purus e Solimões estão seriamente comprometidas e os efeitos disso vão prolongar as dificuldades de sobrevivência dos moradores e especialmente dos pescadores e pescadoras que não poderão nem se alimentar e nem trabalhar com a pesca.

Com as cidades à espera das chuvas que possam iniciar a cheia dos rios, Braga afirma não poder ser otimista. As prefeituras estão ajudando na entrega de água e cesta básica vindas dos governos federal e estadual para amenizar, mas nem todas comunidades foram alcançadas por conta da distância e das dificuldades de acesso. “Não se pode esquecer e usar todos os recursos disponíveis para atender a essa população que vive em comunidades mais distantes”, diz.

“Morreram milhares e milhares de peixe por falta de oxigênio na água e mesmo os que sobreviveram nos berçários, que são os lagos, vão demorar para se reproduzir e estar no ponto de consumo”, explicou o presidente da Federação dos Sindicatos dos Pescadores, para lembrar ainda que os impactos dessa seca afetam tanto a produção de pescado quanto a agricultura porque sem água não há como adubar as plantas.

Por isso, finaliza Braga, as políticas de auxílio devem ser não só intensificadas, mas também continuadas porque a situação é de calamidade e muitos amazonenses precisam de apoio.  

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