Manaus/AM - Quando o assunto é pesca esportiva no Brasil, o Amazonas desponta como estado pioneiro no ordenamento sustentável da modalidade. Os esforços da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) para o desenvolvimento da atividade foram reconhecidos durante o Workshop de Pesca Amadora e Esportiva, realizado pelo Governo Federal nesta terça-feira (10).
Amazonas participa
Experiências de Gestão da Pesca Amadora foi conduzida pelo chefe do departamento responsável por Unidades de Conservação da Sema, Rogério Bessa. Ele destacou que o arcabouço de políticas públicas estaduais voltadas para a atividade estabeleceu importantes medidas para ordenar a pesca esportiva de forma pioneira no estado.
Bessa ressaltou ainda o aumento no número de Acordos de Pesca que, em 2020, chegou a 31 acordos, beneficiando mais de 290 comunidades e 11 mil pescadores. "Os acordos regulamentam várias atividades, como a pesca esportiva, comercial e de subsistência", destacou.
No Amazonas, três Unidades de Conservação (UC) destacam-se pelo desenvolvimento da pesca esportiva: as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, Matupiri e Uatumã, que têm na atividade seu principal ativo econômico. Anualmente, a modalidade atrai cerca de 25 mil pescadores para o Amazonas e movimenta mais de R$ 250 milhões na economia do estado.
Pesca amadora
Segundo o gestor da RDS Uatumã, Cristiano Gonçalves, a pesca amadora é a principal catalisadora de recursos para as populações tradicionais que moram na Unidade de Conservação. "Os donos das pousadas são os próprios comunitários, que absorvem a mão de obra de outros moradores, que prestam serviços como piloteiros, arrumadeiras, guias de pesca, ou seja, é uma atividade que gera renda ao mesmo tempo, que promove a conservação da fauna aquática", afirmou.
A atividade de pesca esportiva no Amazonas envolve, além da Sema, a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), a Secretaria de Produção Rural do Estado (Sepror) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

