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Ouvidor agrário diz que autoridades do Amazonas não protegeram líder morto em atentado

Em entrevista ao site UOL o ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino José da Silva Filho, disse que avisou a cúpula da segurança do Amazonas que Adelino Ramos, o Dinho, assassinado dia 27 do mês passado,  poderia ser morto a qualquer momento por madeireiros.


De acordo com ele, o ex-comandante da Polícia Militar, coronel da Dan Câmara, o ex-secretário de segurança pública, Geraldo Scaperllini e o delegado geral de Polícia Civil, Mário César Nunes, não atenderam nenhuma de suas notificações.

Em setembro o ouvidor pediu que fossem tomadas “as medidas necessárias para garantir a segurança do acampamento dos trabalhadores rurais ligados ao Movimento Camponês Corumbiara.


Mas, as autoridades da cúpula da segurança do estado também deixaram de atender a ordem judicial, quando em fevereiro o mandado de prisão expedido pela juíza da Comarca de Lábrea, Dinah Câmara Fernandes de Souza, contra Ozias Vicente.

Ele foi preso no último dia 30, mas por policiais de Porto Velho, suspeito de ser autor dos disparos que mataram Dinho em Vista Alegre do Abunã.


Gersino José notificou as autoridades locais porque Adelino Ramos informou que ele e as famílias do acampamento estavam sendo ameaçadas pelos fazendeiros e madeireiros: Luiz Vicente, Jobs Vicente, Ozias Vicente e um conhecido apenas como Ceará Popó, mas nada foi feito para garantir a segurança dos colonos e o líder deles acabou sendo executado em plena luz do dia.

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