Depois de 24 horas do deslizamento que ocorreu no porto Chibatão, seu proprietário, José Ferreira de Oliveira, o “Passarão”, limitou-se a dizer: “foi uma fatalidade da natureza”, respondendo, por telefone, a uma indagação de um jornalista de um site local.
A fatalidade a que “Passarão” se refere é a morte de dois de seus trabalhadores e outros tantos feridos, é o drama de famílias que ficaram sem seus entes queridos e a agonia para o resgate dos corpos.
É inadmissível que uma empresa do porte do porto Chibatão não tenha emitido nenhum comunicado à imprensa, até este momento, sobre o acidente ocorrido no porto. Nem mesmo uma linha dedicada às famílias das vítimas ou mesmo para os usuários dos serviços do porto. Para completar, “Passarão” disse que estava muito abalado.
Um empresário que se preze, num momento destes, não estaria lamentando a má sorte, mesmo se a culpa fosse da natureza, o que é discutível, pois o acidente foi causado por uma obra de ampliação do porto. Estaria, sim, dando suporte às famílias dos trabalhadores vitimados pela tragédia, ajudando no que fosse possível os heróis que procuram corpos e salvar o conteúdo de contêineres e carretas que foram parar no fundo do rio. Estaria, pelo menos, ao lado dos empresários que tiveram suas produções afetadas por causa dos insumos perdidos.
