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Ongs teriam desviado R$ 17 milhões

O Ministério Público de Contas ingressou no TCE com 35 representações contra Organizações Não Governamentais que celebraram convênios e parcerias com secretarias do Estado e do Município. Nas ações oo MPC quer saber onde foram parar R$ 17 milhões repassados a essas organizações pela  Sejel, Secretaria de Cultura, Secretaria de Segurança Pública, Seas, Manauscult, Susam, Secretaria de Educação, Manaustur, SDS, Secretaria de Planejamento, Secretaria de Produção Rural e SNPH.
 

“O uso de Ongs é uma maneira que o gestor público tem encontrado para driblar a fiscalização. Como as organizações não prestam contas, os serviços acabam sendo feito sem licitação e ou a devida fiscalização”, disse o procurador de contas, Ruy Marcelo Alencar de Mendonça.

De com Mendonça,  por meio das OSCIPs e ONG`s   é  privatizada   a gestão de atividades inerentes à instituição pública, constituindo meio indevido de intermediação/terceirização tanto de mão-de-obra como de serviços e bens.

Para  ele, as Oscips representam um mecanismo de fuga das regras de direito público, com prejuízo ao dever de licitar, de recrutar pessoal por seleção pública e à sujeição aos critérios de controle.

Ruy Marcelo revelou ainda  que já tramita no TCE representações propostas pelo Ministério Público  em vista dos termos de parceria firmados entre a SEJEL e o Instituto de Preservação Ambiental, Social, Desportiva Ecológico do Amazonas – IPASDEAM. De acordo com ele, existe ausência de critério de elaboração dos planos de trabalho e de seleção das entidades beneficiadas com recursos públicos, a título de cooperação financeira.

Para o procurador,  o Tribunal não pode esperar a época de prestação de contas, para, consumado o dano ao interesse público, fazer alguma censura ao critério de celebração utilizado. Convênios têm sido ajustados com o escopo de intermediação de recursos humanos e de aquisição de material.

Marcelo, destaca o convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer e a Associação de Saúde São Sebastião, no valor de R$ 850 mil. A oscip  este ligado ao ex-deputado estadual Wilson Lisboa (PCdoB).

Nos últimos 3 anos a Sejel repassou através de convênios e parcerias com ONG`s e OSCIP`s, mais de R$ 7 milhões.

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