Municípios do Amazonas afetados pela cheia recebem vacina contra Covid-19

Por Portal do Holanda

26/02/2021 8h43 — em Amazonas

 Comitiva do Governo do Amazonas viajou para Boca do Acre, Eirunepé e Guajará - Divulgação: Secom

Manaus/AM - Os municípios de Boca do Acre, Eirunepé e Guajará, atualmente afetados pelas cheia dos rios devem receber hoje lotes da vacina contra a Covid-19 e ajuda humanitária, que está sendo levada por uma comitiva do Governo do Estado. A comitiva saiu de Manaus na madrugada desta sexta-feira (26) acompanhada do governador do Amazonas Wilson Lima.

Nesta remessa de vacinas contra a Covid-19, Eirunepé receberá 760 doses, sendo 180 do tipo CoronaVac, do Instituto Butantan; e 580 da AstraZeneca (Oxford). Para Boca do Acre foram destinadas 1.640 doses; e outras 530 para Guajará, sendo CoronaVac para os dois municípios.

Entre os integrantes da comitiva estavam o secretário de Saúde, Marcellus Campêlo; a secretária de Assistência Social, Maricília Costa; o coronel Francisco Máximo Filho, da Defesa Civil, que também coordena o Comitê de Enfrentamento à Covid-19; e representantes de outros órgãos e secretarias estaduais.

O titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo, enfatiza que o repasse de recursos por meio do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) tem sido de grande importância, auxiliando as prefeituras a executarem melhorias na área da saúde.

"Nós vamos apoiar os municípios, os prefeitos e os secretários de saúde tanto na intensificação do apoio à vacinação contra a Covid-19, como também no reforço às ações que nós já fazemos durante todo o ano. Nós estamos com o repasse do FTI já passado aos municípios e temos recurso do Governo Federal que também será repassado", afirmou Campêlo.

De acordo com ele, em 2021 já foram repassados, por meio do FTI, R$ 528.626,83 para Eirunepé; R$ 330.388,02 para Guajará; e R$ 528.626,63 para Boca do Acre.

Marcellus ressalta, ainda, que a assistência vai atuar em parceria com a vigilância, no combate à proliferação de outras doenças, nos municípios atingidos pela enchente.

"Fundamentalmente nós vamos trabalhar com a Fundação de Vigilância em Saúde e suas equipes, para trabalhar as consequências das enchentes, que trazem doenças de veiculação hídrica. Nós temos principalmente as doenças diarreicas e a proliferação de dengue, por exemplo, e também a questão da malária, que por conta desse período acaba intensificando muito. Tudo isso, somado à Covid-19, preocupa a área da saúde e é preciso que nós façamos essa ação integrada com os municípios", avaliou o secretário de Saúde.

Enchente

As prefeituras de Boca do Acre e Eirunepé decretaram situação de emergência por inundação. Guajará está em situação de transbordamento, de acordo com dados da Defesa Civil do Amazonas.

O aumento do volume de chuvas, com o período sazonal, tem sido acompanhado diariamente pela Defesa Civil do Amazonas, através de monitoramento das nove calhas de rios que compõem o Estado (Alto Solimões, Triângulo - Juruá, Jutaí e Solimões -, Purus, Alto Juruá, Madeira, Alto Rio Negro, Rio Negro e Solimões, Médio Amazonas e Baixo Amazonas).

O trabalho é feito através do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa), que atua com a coleta de informações junto aos órgãos oficiais, a exemplo da Agência Nacional de Águas (ANA), do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

 
 


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