O Ministério Público Federal (MPF) está investigando denúncias de irregularidades no serviço de transporte de balsas entre Manaus e Careiro da Várzea, no Amazonas. Passageiros relatam superlotação, horários não cumpridos e falta de infraestrutura adequada nos terminais. Diante das denúncias, o MPF solicitou informações a diversos órgãos públicos, como a Marinha, Antaq e ANTT, sobre a fiscalização e a qualidade do serviço prestado.
A paralisação na rodovia BR-319, causada pelo intenso fluxo de veículos e a insuficiência de balsas, tem agravado a situação. Caminhoneiros relatam longas esperas nas filas, chegando a ficar até cinco dias aguardando a travessia, sem condições básicas de higiene e alimentação. O MPF também questiona a falta de planejamento adequado do serviço de transporte, que afeta a logística de mercadorias e a rotina da população.
Em resposta às denúncias, o MPF solicitou aos órgãos públicos informações detalhadas sobre os contratos de concessão, a capacidade das balsas, as medidas de segurança adotadas e as ações para melhorar o serviço. O objetivo é garantir que os direitos dos usuários sejam respeitados e que a travessia seja realizada de forma segura e eficiente.

