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Ligação de Ana Toni com Ongs torna crítica sua permanência no MMA

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Ligação de Ana Toni com Ongs torna crítica sua permanência no MMA
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A atuação marcante por três décadas em organizações não-governamentais vinculadas à área ambiental tem sido uma pedra no caminho da secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do governo Lula, Ana Amélia Campos Toni.

O fato de estar do outro lado do balcão, agora com o poder de decidir verbas que favoreçam essas organizações, a tornou uma das principais convidadas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Organizações Não-Governamentais (Ongs) para explicar como poderá atuar com isonomia nas decisões do órgão.

Em audiência na CPI, no dia 26 de setembro passado, Ana negou ter sido convidada ao cargo por exercer atividade estratégica no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), onde era membro do Conselho Deliberativa.

Mas não convenceu alguns dos senadores, como o autor do requerimento, o senador Marcio Bittar (União-AC), que é relator no colegiado e o presidente da CPI, o senador Plínio Valério (PSDB-AM).

Hoje (17), Plínio acusou o Ipam de usar apenas 11% da verba recebida pelo Fundo Amazônia em serviços ambientais. O parlamentar disse que a instituição teria recebido R$ 25 milhões do repasse internacional em 2022, dos quais R$ 6 milhões teriam sido gastos na elaboração do projeto anunciado e apenas R$ 2,8 milhões em ações práticas.

Os dois parlamentares questionam a indicação de ex-diretores de ONGs para cargos públicos ou em universidades, prática que é frequente e eticamente questionável, na opinião deles. 

Ana Toni é economista, doutora em Ciência Política e tem longa trajetória no trabalho no terceiro setor e no fomento de projetos voltados à justiça social, à promoção de políticas públicas, à área do meio ambiente e mudanças climáticas e à filantropia.

É ex-integrante da Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade e dos conselhos da Agência Pública, Gold Standard Foundation, ClimaInfo, Instituto República, Transparência Internacional - Brasil, e do Instituto Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

Foi diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e é sócia-fundadora do Gestão de Interesse Público (GIP). Ana foi também Presidente de Conselho do Greenpeace Internacional (2010 a 2017), diretora da Fundação Ford no Brasil (2003-2011) e da ActionAid Brasil (1998-2002). Foi membra do conselho do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), Fundo Baobá para Equidade Racial e Sociedade e Wikimedia Foundation, entre outros.

Interferências

O senador Bittar, por exemplo, disse ser grave o fato dessas pessoas que integraram uma ONG ir para o governo com poder de influenciar na política do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e poder decidir quem pode ser captador dos recursos do Fundo Amazônia.

Para ele, é uma relação promíscua que deveria ser evitada, por isso há ideia de propor alterações nessas permissões que possam, por exemplo, exigir um período de quarentena para essas nomeações, caso venham a ocorrer.

Outro senador, Jaime Bagattoli (PL-RO) destacou a falta de estrutura adequada da Região Norte para receber melhorias como água potável e perguntou o que o governo tem feito para sanar esse problema.

Na resposta, ela destacou a importância da atuação complementar das organizações de sociedade civil, governo e empresas, cujos projetos, na avaliação do senador Bittar, são insuficientes para prover o desenvolvimento necessário para a região.

O colegiado aprovou o requerimento solicitando ao Banco Central informações sobre o recebimento de recursos oriundos do exterior, desde os anos 2000, pelo Ipam e pelas seguintes ONGs: Fundação Amazônia Sustentável (FAS); Instituto de Conservação Ambiental; Fundo Brasileiro para a Biodiversidade; Centro de Trabalho Indigenista; Instituto de Pesquisa Ecológicas; Instituto Socioambiental; Fundação Vitória Amazônica e Fundação Almerinda Malaquias.

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