Manaus/AM - O Amazonas iniciou sua participação na 27ª Conferência das Partes (COP 27) nesta segunda-feira (14), em Sharm El Sheikh, no Egito. Na oportunidade, o estado lançou o Programa Carbono+, abrindo oficialmente seu mercado de carbono para o mundo, com potencial de captação que pode chegar a U$ 2,4 bilhões.
O anúncio ocorreu no Hub Amazônia, espaço do Consórcio Interestadual Amazônia Legal na COP 27, durante o painel “REDD+ no Amazonas: Sustentabilidade e garantia dos direitos dos povos tradicionais”.
Os créditos anunciados foram aprovados pelo Governo Federal, via Conselho Nacional de REDD (CONAREDD), a partir de metas de redução do desmatamento que o Amazonas alcançou de 2006 a 2015.
Do total de carbono, 80% será alocado para transações em áreas públicas – Unidades de Conservação (UC) – e 20% para áreas privadas. A distribuição foi regulamentada no último dia 10 de novembro, com a assinatura do Decreto Estadual nº 46.596 pelo governador.
Dos recursos obtidos a partir da comercialização dos créditos de carbono em UC, 50% será destinado ao Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema) e 50% para aplicação em planos aprovados pela Sema para ações dentro da própria Unidade de Conservação onde os créditos foram gerados.

