O juiz Eleitoral da 5ª Zona Jean Carlos Pimentel dos Santos julgou improcedente a ação de investigação judicial eleitoral ajuizada pelo candidato Junior Leite contra o prefeito de Maués Carlos Góes Pinheiro eleito no pleito de 2012. O prefeito era acusado de abuso de poder econômico e doação de um fogão a eleitora Rosana Coelho de Oliveira em troca de voto. Na sentença o juiz diz que após análise minuciosa da produção de provas, não foi possível obter a certeza da prática de abuso de poder econômico e nem da captação ilícita do sufrágio pelos investigados, uma vez que não restou comprovação cabal de entrega ou promessa de benesse em troca de voto à eleitora Rosana, já que a mesma reconheceu que faltou com a verdade no seu depoimento no DIP, com a única intenção de que o delegado liberasse o fogão apreendido, fato esse que foi corroborado pelas demais testemunhas, principalmente pela vendedora da loja. Sra. Nelma, a qual disse que nunca viu a irmã do prefeito Ruth Ana Góes comprando na loja, tão pouco levou alguém até a loja. Desse modo, as provas produzidas não se fazem suficientemente robustas para justificar a aplicação da gravíssima penalidade requeridas na representação, já que não restou comprovados os fatos narrados.
Considerando a ausência de provas o juiz Jean Pimentel julgou improcedente o pedido do candidato Junior Leite, extinguindo o processo com a resolução do mérito. A decisão do juiz foi anunciada no último dia 05 de julho e publicada nesta segunda-feira no Diário e Justiça Eletrônico. O prefeito de Maués Pe. Carlos Góes que está em Brasília, por telefone disse que sempre acreditou na justiça e que a cidade não vive em clima de tensão como afirmam os adversários políticos nos veículos de comunicação. “Maués está em paz, é preciso que todos os políticos se unam para desenvolver nossa cidade que por mais de doze anos ficou esquecida.
Hoje implantamos um novo governo e tudo que é novo causa impacto. Mas, temos a certeza de que estamos no caminho certo”, afirmou. Carlos Góes, disse ainda que viu com naturalidade as manifestações no país e em Maués, considerando legitimas. “Conseguimos mudar a história de Maués, zelamos pela segurança da população e dos manifestantes que lembram uma página negra onde atearam fogo no cartório em 2.000. Hoje temos um Fórum novo, recém inaugurado pelo poder judiciário, zelamos também pelo patrimônio público”, finalizou.

