A policial assassinada teria sido vítima do namorado, à época tenente e hoje capitão da Polícia Militar, Pedro César da Silva Moreira, que a principio alegou ter sido suicídio a morte da namorada, mas na reconstituição do crime, a pedido do delegado Mariolino Brito, a versão do oficial caiu por terra e ele acabou indiciado por homicídio.
No despacho a magistrada além de indeferir o declínio de competência formulada pelo Ministério Público, determinou que os autos fossem encaminhados ao MP para nova manifestação.
A decisão da juíza deixou a mãe da vítima, a dona de casa Maria Hilda da Silva Lima, 44 anos, que desde o dia 5 de março do ano passado começou uma verdadeira peregrinação para provar que sua filha não cometeu suicídio, mas foi morta por Pedro Moreira, feliz. “Com a morte de minha filha acabei também perdendo meu esposo que desde o crime adoeceu e acabou morrendo”, acrescentou.
Maria Hilda disse que pelo menos na Justiça comum algo começa a ser feito porque na Polícia Militar até hoje não houve sequer uma advertência ao militar. “Pelo contrário, o Pedro ainda foi promovido a capitão e ganhou como prêmio o comando da companhia em São Gabriel da Cachoeira”, revelou revoltada.
De acordo com ela, por várias vezes tentou conversar com o ex-comandante da PM, coronel Dan Câmara, mas nunca foi recebida.
“Não vou parar. Espero que esse novo comandante tome uma providência com relação a esse crime. No outro comando punição mesmo só para soldados, cabos e sargentos, oficial jamais”, garantiu.

