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Juiza frustra tentativa de "salvar" capitão

A juíza  Mirza Telma de Oliveira, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, indeferiu o pedido do promotor de Justiça Rogério Marques, que tentava deixar a cargo da Auditória Militar a apuração da morte da policial Leidynina Luciane Silva de Araújo, 19, morta com um tiro de pistola PT 40 (de exclusivo da PM e PC) no dia 5 de março do ano passado, no segundo andar do residencial Carol II, localizado na rua 1ª de Abril, bairro da Betânia, Zona Sul.

 

A policial assassinada  teria sido vítima do namorado, à época tenente e hoje capitão da Polícia Militar, Pedro César da Silva Moreira, que a principio alegou ter sido suicídio a morte da namorada, mas na reconstituição do crime, a pedido do delegado Mariolino Brito, a versão do oficial caiu por terra e ele acabou indiciado por homicídio.

 

No despacho a magistrada além de indeferir o declínio de competência formulada pelo Ministério Público, determinou que os autos fossem encaminhados ao MP para nova manifestação.

 

A decisão da juíza  deixou a mãe da vítima, a dona de casa Maria Hilda da Silva Lima, 44 anos, que desde o dia 5 de março do ano passado começou uma verdadeira peregrinação para provar que sua filha não cometeu suicídio, mas foi morta por Pedro Moreira, feliz. “Com a morte de minha filha acabei também perdendo meu esposo que desde  o crime adoeceu e acabou morrendo”, acrescentou.

 

Maria Hilda disse que pelo menos na Justiça comum algo começa a ser feito porque na Polícia Militar até hoje não houve sequer uma advertência ao militar. “Pelo contrário, o Pedro  ainda foi promovido a capitão e   ganhou como prêmio o  comando da companhia em São Gabriel da Cachoeira”, revelou revoltada.

 

De acordo com ela, por várias vezes tentou conversar com o ex-comandante da PM, coronel Dan Câmara, mas nunca foi recebida.

 

“Não vou parar. Espero que esse novo comandante tome uma providência com relação a esse crime. No outro comando punição mesmo só para soldados, cabos e sargentos, oficial jamais”, garantiu.

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