Início Amazonas Jornalistas veem ameaça à liberdade de imprensa em ofício da Procuradoria Eleitoral no Amazonas
Amazonas

Jornalistas veem ameaça à liberdade de imprensa em ofício da Procuradoria Eleitoral no Amazonas

Jornalistas veem ameaça à liberdade de imprensa em ofício da Procuradoria Eleitoral no Amazonas

Manaus/AM - O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgaram nota de repúdio ao Ofício nº 174/2026/PRE/AM, da Procuradoria Regional Eleitoral no Amazonas (PRE/AM). O documento requisita ao portal Redação Amazônia e a outros veículos de comunicação informações e esclarecimentos sobre reportagens relacionadas à campanha eleitoral no estado.

Segundo as entidades, a requisição decorre de um questionamento apresentado pela assessoria jurídica da campanha da candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL/AM). O questionamento se refere a reportagens que mencionaram a relação dela com o traficante conhecido como RC Soares, preso pela Polícia Civil com mais de duas toneladas de drogas.

De acordo com informações divulgadas pela própria Polícia Civil, materiais de campanha da candidata foram encontrados no local onde RC Soares foi preso. Jornalistas também localizaram, em redes sociais, publicações nas quais ele se identificava como coordenador da campanha do PL.

Para o SINJOR/AM e a FENAJ, a medida da PRE/AM representa ameaça à liberdade de imprensa e ao sigilo da fonte, garantido pelo artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal. As entidades afirmam que a garantia é uma conquista do jornalismo e uma proteção indispensável para que informações de interesse público possam ser apuradas e divulgadas.

"A imprensa não pode ser constrangida a revelar suas fontes porque uma informação jornalística desagrada a um candidato ou grupo político", sustentam as entidades, que lembram que o exercício do jornalismo pressupõe apuração responsável e independência editorial. Segundo elas, isso vale especialmente em períodos eleitorais, quando o direito da população à informação é essencial para o debate público.

O sindicato e a federação alertam que iniciativas desse tipo podem ter efeito intimidatório sobre jornalistas e veículos de comunicação, comprometendo a liberdade de imprensa e o direito da sociedade de ser informada.

"O sigilo da fonte não é privilégio de jornalistas: é garantia constitucional da sociedade", afirmam as entidades.

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!