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Jornalistas acionam Justiça contra regra da PC que limita entrevistas no Amazonas

Jornalistas acionam Justiça contra regra da PC que limita entrevistas no Amazonas
Jornalistas acionam Justiça contra regra da PC que limita entrevistas no Amazonas

Manaus/AM - O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas (Sinjor-AM) entrou com um mandado de segurança contra a Portaria Normativa n.º 010/2025, da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Amazonas. A ação foi protocolada na última sexta-feira (25), sob o número 0014271-18.2025.8.04.9001, e contesta medidas que, segundo o sindicato, restringem o trabalho da imprensa e o direito da sociedade à informação.

Segundo o Sinjor-AM, a portaria, publicada em 23 de junho, estabelece diretrizes para entrevistas e acesso às informações policiais, o que compromete a liberdade de imprensa e a qualidade das reportagens. A entidade classifica a medida como um “retrocesso institucional” e aponta que ela fere os princípios constitucionais de liberdade de expressão e direito à informação, previstos nos artigos 5º e 220 da Constituição Federal.

De acordo com o sindicato, o texto da portaria determina que entrevistas com autoridades policiais só poderão ocorrer com autorização expressa do delegado-geral, que definirá data, horário e local, além de exigir o cumprimento de protocolos institucionais. Para o presidente do Sinjor-AM, Wilson Reis, a medida "centraliza e limita as atividades desenvolvidas diariamente por jornalistas em portais, sites e blogs de notícias".

A justificativa da Polícia Civil é de que a padronização da comunicação busca evitar a divulgação de informações imprecisas que possam prejudicar a imagem da corporação. No entanto, o sindicato argumenta que, na prática, a regra inviabiliza a apuração jornalística independente e compromete o papel da imprensa na fiscalização das ações públicas.

Além de afetar diretamente o exercício do jornalismo, o Sinjor-AM aponta que a portaria interfere também na rotina interna da corporação, ao tentar controlar o uso das redes sociais por parte dos policiais civis em todo o estado, o que levanta preocupação sobre possíveis restrições à liberdade individual dos agentes.

A entidade pede à Justiça a suspensão imediata dos efeitos da portaria, sob o argumento de que há “violação de direito líquido e certo” tanto dos profissionais da imprensa quanto da sociedade em geral, ao acesso a informações de interesse público.

Fonte: Amazonas Direito

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