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Indígenas são graduados pela Ufam e se tornam professores de língua nativa no Amazonas

Indígenas são graduados pela Ufam e se tornam professores de língua nativa no Amazonas
Indígenas são graduados pela Ufam e se tornam professores de língua nativa no Amazonas

Em cerimônia realizada no território Yanomami, aos pés do Pico da Neblina, o ponto mais elevado do Brasil, no município de São Gabriel da Cachoeira, 42 indígenas receberam a titulação de professores de língua indígena pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no último final de semana.

O município, composto por 23 etnias, que comportam 97% dos indígenas do Brasil, é considerado o mais indígena do país.

De acordo com a Ufam, além dos yanomamis, professores baniwa, tukano e os de língua yêgatu, também concluíram o curso nos meses de julho e agosto e participaram da cerimônia de outorga de grau igualmente em terra indígena.

Os recém-formados enfrentaram horas de voo e uma travessia de barco, durante uma chuva torrencial para chegar ao local da solenidade, que nessa essa época do ano, até o mês de setembro, passa por período de chuva na região do Alto Rio Negro. O acesso às comunidades acontece pelo rio, que está cheio, o que pode tornar a viagem mais perigosa.

A cerimônia contou com a presença de representantes da Ufam, membros das Forças Armadas e representantes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), parceira da universidade na execução do projeto, além de outras associações indígenas.

O reitor da Ufam, Sylvio Puga, citou a Constituição Federal de 1988, que estabeleceu ao Estado Brasileiro a incorporação da concepção de diversidade étnico-cultural, implicando dizer que os povos tradicionais estão, nos termos da lei, com os direitos resguardados.

O representante da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Dário Cassimiro Baniwa, afirmou que o povo indígena ganha com essa formatura.

Ao citar três momentos marcantes na história vivida pelos yanomamis, o primeiro na década de 1970, com a construção da Perimetral Norte, o segundo nos anos 1980 e início dos de 1990, o conflito entre contra centenas de garimpeiros em balsas que invadiram o território e mais recentemente, a demarcação das suas terras, Dário lembrou ser este momento de festejar a formatura pelo que vai contribuir para aquele povo.

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