Manaus/AM – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou na sexta-feira (14) a campanha "Não tire as penas da vida", voltada para evitar o uso de penas de aves na confecção de adereços, especialmente com a proximidade do Festival Folclórico de Parintins, nos dias 28, 29 e 30 de junho.
Entre as espécies mais ameaçadas pelo comércio ilegal estão os psitacídeos (papagaios e araras), gaviões, garças, mutuns, entre outras. A confecção de um único cocar grande de araras, por exemplo, pode resultar no abate de vários indivíduos dessas espécies.
Este ano, a campanha terá como foco a Educação Ambiental, visando prevenir e combater o comércio ilegal de artesanatos feitos com produtos e subprodutos da fauna nativa, como brincos, tiaras e cocares, que representam uma séria ameaça à sobrevivência de diversas espécies, especialmente as aves.
Joel Bentes Araújo Filho, superintendente do Ibama/AM, destacou que a campanha tem como objetivo conscientizar contra a comercialização, utilização e aquisição de artesanatos feitos com partes de animais silvestres. "Estamos combatendo com rigor práticas ilegais como a caça e o tráfico de animais silvestres no turismo", alertou.
O Ibama realizará ações em locais de grande concentração de público para coibir a venda de produtos e subprodutos provenientes de animais silvestres.
A campanha "Não tire as penas da vida" teve início em 2002, após um levantamento realizado pelo servidor do Ibama Paulo Andrade sobre o uso de aves mortas na confecção de enfeites para festas folclóricas no Amazonas. Na época, mais de 30 mil aves, principalmente araras, foram abatidas em apenas um ano.

