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Grávidas da região Norte são as mais infectadas por malária, aponta estudo

Grávidas da região Norte são as mais infectadas por malária, aponta estudo
Grávidas da região Norte são as mais infectadas por malária, aponta estudo

Manaus/AM - Grupo com mais risco para desenvolve casos graves e de maior mortalidade causada por malária, as gestantes dos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e do Pará são as que mais aparecem em um mapeamento da incidência de malária em gestantes no Brasil, de acordo com pesquisa da Universidade de São Paulo (USP).

No Amazonas, foram 324 casos de malária confirmados em 2021, sem registro de óbito, de acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM).

As gestantes, assim como as crianças com idade até cinco anos, são os principais grupos de risco para desenvolver uma doença severa, a malária severa e maior mortalidade do mundo se aplica a esses dois grupos.

No caso das gestantes infectadas, elas correm mais risco de ter anemia grave, parto prematuro, aborto e natimortalidade. O feto também pode ser afetado, apresentando microcefalia ou ter o crescimento prejudicado.

O trabalho é inédito pela abrangência do estudo, tendo em vista que foi analisado um longo período, de 2004 a 2018, e envolve mais de 60 mil mulheres, a partir de dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Malária (Sivep-Malária), do Ministério da Saúde, informou Agência Brasil.

Um dado importante mostrado pelo trabalho foi a redução para aproximadamente metade dos casos no período analisado, disse o coordenador, apontado que com todos os problemas que temos, o Brasil tem um programa muito sério de controle da malária.

O grupo coordenado por Marinho estuda a malária gestacional há 10 anos.

“A doença tem que ser notificada e esse sistema é alimentado quase que diariamente. É um sistema de vigilância bastante eficiente”, avaliou. Além disso, ele destaca o fato de que todo o tratamento é gratuito. “Isso é super importante, porque isso evita resistência à droga, nós nos certificamos que realmente a pessoa foi tratada de forma adequada.”

O trabalho revelou ainda que o tratamento dessas pacientes pode estar sendo feito de forma inadequada, com a prescrição de um medicamento contraindicado, a primaquina. 

Marinho alerta, no entanto, que, como se trata de uma base de dados, é preciso confirmar essa informação, pois pode haver erro na informação registrada. “Esse é um importante ponto de alerta, mas cabe às autoridades olhar isso e verificar, ter um maior controle, verificar a veracidade dessa informação”, ponderou o pesquisador.

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