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Governo oferece estocagem de pescado para 4 mil pescadores

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Um dos gargalos enfrentados por pequenos pescadores do município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), a estocagem, deve ser solucionado a partir da próxima semana através de dois projetos do Governo do Amazonas, executados pela Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), que vão oferecer mais espaço frigorificado e fornecimento de gelo.

Os projetos foram lançados nesta quarta-feira, 9 de outubro, pelo titular da pasta, Eron Bezerra, no Sesc de Manacapuru. Pescadores e representantes de cooperativas da categoria participaram do evento. A expectativa é que pelos menos quatro mil pescadores sejam beneficiados pelos projetos.

Conforme Eron Bezerra, os dois projetos seguem linhas paralelas de atuação que se complementam e preservam o melhor preço praticado pelos pescadores na comercialização dos seus produtos. A primeira linha de atuação é a estocagem durante a safra, no período de novembro a março.

“Vamos alugar um frigorífico exclusivo para esses pescadores artesanais. Com a oportunidade de poder estocar o peixe no período da safra, esses pescadores não terão desperdício de peixe, que muitas vezes é vendido por um valor muito baixo para não haver perdas. Além disso, a estocagem resolverá também o problema da falta de peixe para comercialização na entressafra, ou seja, o pescador artesanal terá seu peixe o ano todo sem perder qualidade e rentabilidade”, destacou. O secretário adiantou que os trâmites de aluguel do frigorífico estão em fase de assinatura de contrato e deve valer a partir da próxima semana.

A segunda linha é o fornecimento gratuito de gelo para o pescador, com projeto que garante 300 kg de gelo por mês para cada pescador canoeiro. O Governo do Estado vai comprar o gelo e distribuir aos beneficiados. A iniciativa permite que o pescador consiga conservar por mais tempo seu produto. O pescador Valdeci de Araújo, 50, ficou animado com a possibilidade de ter o gelo gratuito. Ele avalia que a partir daí terá mais estrutura para vender o peixe para outros compradores. “Eu não tenho condição de comprar grandes quantidades de gelo, então eu tenho que vender o peixe imediatamente após a pescaria”, disse, ao completar que os compradores imediatos são os frigoríficos e por um preço não muito justo.

A alternativa também vai beneficiar o pescador Francisco Cunha, 46. Ele já planeja negociar o peixe com outros compradores. “Agora nós não vamos ficar a mercê do preço que eles querem pagar. Se podemos armazenar poderemos vender pelo melhor preço sem temer que o produto poderá estragar”, ressaltou.

O secretário da Sepror disse que o peixe poderá ser estocado por até cinco meses sem perder a qualidade. Durante a safra vários pescadores chegam a vender o quilo do pescado por até R$ 0,10 centavos para evitar o desperdício. Esse mesmo produto, se for estocado, sairá a R$2 ou R$3 o quilo.


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