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Governador do Amazonas teme colapso ainda pior em fevereiro

Governador do Amazonas teme colapso ainda pior em fevereiro
Governador do Amazonas teme colapso ainda pior em fevereiro

Manaus/AM - O governador do Amazonas, Wilson Lima, revelou durante uma entrevista, que prevê um colapso ainda pior no sistema de saúde do estado em fevereiro. Wilson afirma que o mês é tipicamente chuvoso e o número de internações por síndromes respiratórias costuma disparar nesse período. Ele diz que por conta da falta de oxigênio nos hospitais os caos pode ser mais devastador do que o visto no último dia 14 de janeiro:

"Fevereiro me preocupa muito (...) nós vimos isso agora em janeiro, fevereiro é o mês que tem mais incidência de síndromes respiratórias. Eu não posso garantir que o pior já tenha passado. Não descarto um agravamento do problema em fevereiro”, disse em entrevista à Veja.

Lima classificou como "sem precedentes na história", o colapso que atingiu os hospitais de todo o estado e disse que devido ao avanço do novo coronavírus, a quantidade de oxigênio usada aumentou cinco vezes, indo de 15 mil metros cúbicos para 75 mil em 15 dias. Questionado sobre os avisos dados antes de que o estoque estava comprometido, o governador jogou a culpa para a empresa de oxigênio White Martins e disse que só soube da real situação quando as pessoas começaram a morrer na madrugada do dia 14 de janeiro:

“Na nossa conta, mesmo se agravasse a situação, nós ainda teríamos condição. Em nenhum momento contávamos com essa possibilidade, até porque não fomos informados pela empresa sobre a possibilidade de falta de oxigênio. Em relação a isso, sempre estivemos muito tranquilos. Tínhamos um indicativo de aumento de demanda, mas no nosso entendimento a empresa conseguiria suportar. Mas ela não teve condições”, acusou.

Para tentar evitar a nova crise, Wilson Lima disse que precisaria da ajuda de outros estados e alerta que sem isso, o cenário para Manaus no próximo mês é de mais tragédia:

“Eu tenho uma quantidade significativa de oxigênio chegando ao Amazonas, mas o nosso maior problema é o combate à pandemia. Eu ainda tenho muitos pacientes precisando de leitos. E, para aumentar isso, preciso de mais insumos e profissionais".

 

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