Manaus/AM - A região Sul do Amazonas deve receber uma nova edição da força-tarefa para ajudar a de combater ao desmatamento e queimadas na região.
As novas equipes que irão compor a Operação Tamoiotatá, devem chegar ao estado em fevereiro de 2022.
Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a região sul do Amazonas é a maia afetada pelo problemas, daí a urgência de antecipar as ações.
Para ele, uma das questões que favoreceram o avanço do desmatamento entre julho de 2020 e agosto de 2021 - período de análise do Sistema Prodes - foi a pandemia, que impactou no quantitativo total em campo e no deslocamento das equipes para o interior, durante o segundo pico da doença.
Diante desse cenário, a Tamoiotatá 2021 começou em abril, dois meses depois do inicialmente programado.
“Essa é uma medida muito importante porque, iniciando as ações em abril, houve um resultado positivo na prevenção de focos de calor. O Amazonas conseguiu reduzir em 32% os dados de queimadas em relação ao ano passado, ou seja, iniciando mais cedo a Operação 2022, também vai ser possível atuar com mais efetividade no processo que antecede as queimadas, que é justamente o desmatamento”, destacou o secretário.
Além do adiantamento da operação, as instituições discutiram a alteração dos planos de trabalho e a aplicação de recursos do projeto Floresta Viva, que coordena as ações de comando e controle inseridas no Programa Amazonas Mais Verde. A proposta é destinar mais recursos para melhorar a infraestrutura de atuação da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), em especial, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar.
A operação Tamoiotatá tem atuado, desde abril deste ano, contra crimes ambientais no sul do Amazonas - região considerada de maior vulnerabilidade para o avanço do desmatamento e das queimadas ilegais no estado. Ao todo, 312 pessoas, entre servidores e brigadistas florestais, compõem o efetivo.
De abril a outubro, a operação resultou na apreensão de 23 mil metros cúbicos (m³) de madeira ilegal e mais de 94 mil hectares de áreas embargadas pelo Ipaam. Ao todo, o instituto aplicou mais de R$71 milhões em multas, resultantes da fiscalização de 502 polígonos de desmatamento no sul do Estado.



