Manaus/AM - O Instituto Fiocruz Amazônia, em parceria com a Fundaçao de Medicina Tropical, participa de um projeto de pesquisa pré-clínica de uma vacina para malária vívax, que acaba de ter seu fomento aprovado pelo Fundo Global de Tecnologia Inovadora em Saúde (GHIT), do Japão.
De acordo com a vice-diretora de Pesquisa do ILMD, Stefanie Lopes, coordenadora local dos estudos, hoje a Fiocruz Amazônia conta com uma plataforma voltada à realização de ensaios para testagem de substâncias, bem como novas formulações vacinais para a malária causada pelo Plasmodium vívax. “Esta plataforma pode avaliar atividade antimalárica ex vivo contra estágio sanguíneo do parasita, assim como a atividade no bloqueio da transmissão do parasita ao vetor em ensaios in vivo através da infecção experimental de mosquitos Anopheles colonizados”, explica a cientista. No futuro próximo, a pesquisadora deverá também incrementar a plataforma com o ensaio in vitro contra o estágio hepático do parasita, que está em fase de validação.
Stefanie Lopes destaca que o estabelecimento deste último ensaio contou com o apoio da Medicines for Malaria Venture (MMV) e Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam)
O Plasmodium vivax é responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil e devido à ausência de uma cultura estável a longo prazo, ensaios como estes da plataforma da Fiocruz Amazônia só podem ser realizados em áraas endêmicas da doença pois dependem da coleta de sangue de voluntários com a doença. Para a cientista, o incentivo às pesquisas é de fundamental importância não só para o Brasil como os demais países onde ocorrem casos da doença. "Manaus tornou-se um centro promissor para realização dos ensaios porque há atendimento de pacientes com malária diariamente e temos infraestrutura instalada que permite o desenvolvimento desses testes", observou, lembrando que necessita coletar amostras de humanos infectados para poder trabalhar.


