Manaus/AM - Antes mesmo dos reflexos das festas de réveillon e confraternizações de final de ano, há 21 dias o país já registra alta de casos e mais de 600 mortes semanais por Covid-19, o que indica fortemente que em janeiro de 2023, poderemos ter o agravamento de mais casos e mortes plenamente evitáveis.
O alerta é do epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, ao afirmar que esse quadro será possível caso a população siga ignorando a pandemia, a vacina e suas doses de reforço ou mesmo abandonando completamente precauções ainda necessárias como uso correto de máscaras, higienização/desinfecção das mãos.
“Poderemos repetir o que vimos nos dois anos anteriores, especialmente na virada de 2021 para 2022, quando milhões de brasileiros não haviam tomado uma única dose ou estavam com o esquema vacinal atrasado”, adverte o pesquisador.
Ao lembrar que neste cenário, o desejável seria que a população se abstenha de grandes eventos como Réveillon ou daqueles reunindo com centenas ou milhares de pessoas, Orellana alerta que esse quadro poderia ser evitado com a vacinação em massa da população e das doses de reforço.
Para ele, esse quadro de mais casos e mortes são plenamente evitáveis se, além da vacinação e das doses de reforço, as pessoas não abandonassem completamente as precauções ainda necessárias como uso correto de máscaras, higienização/desinfecção das mãos.
No Amazonas, a situação epidemiológica da Covid-19 no último dia 12 registrou o diagnóstico de 37 novos casos, totalizando 624.253 casos da doença e sem óbitos registrados nas últimas 24h. Até o dia 12 havia o registro de 14.407 mortes pela doença no Estado.
Até o último dia 13, 79,5% da população havia tomado a primeira dose da vacina, 84,4% a segunda dose, totalizando 68,9%. Mas apenas 39,1% tomou a primeira dose de reforço e 14,4% a segunda dose de reforço, segundo dados disponibilizados no site da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Os números crescem um pouco quando é incluída a vacinação de crianças a partir de 3 anos de idade, totalizando com a primeira dose 84,3% da população, com a segunda, 84,4%, com a primeira dose de reforço 50,8% e com a segunda 21,9%.
Tanto a Secretaria de Estado da Saúde quanto as secretarias municipais de saúde do Estado continuam oferecendo a vacina quase que diariamente.



