Faculdade Estácio Literatus registra público recorde na abertura da “IV Mostra Científica”

Por Portal do Holanda

14/11/2014 16h23 — em Amazonas

A Faculdade Estácio Literatus registrou público recorde na abertura da “IV Mostra Científica”, na última quinta-feira. O evento, que encerra nesta sexta-feira, está sendo realizado no Ginásio Isaac Benzecry, na unidade da Estácio, avenida Constantino Nery, 3693, a partir das 18h30. Com participação triplicada de alunos e pesquisadores envolvidos em relação ao ano anterior, o evento se consolida como referência na área de pesquisa no Amazonas e, na próxima edição, deverá ganhar o formato de simpósio, ampliando a participação de palestrantes. A Mostra é aberta ao público e a expectativa é de que alcance 1.500 visitantes nos dois dias.

O encerramento nesta sexta-feira, será com a exposição de 35 banners de trabalhos desenvolvidos por alunos de universidades do Amazonas e também por pesquisadores. Os trabalhos serão avaliados por uma Comissão Julgadora. Apresentam painéis, instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia,Fundação Oswaldo Cruz, Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas, Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, Universidade Estadual do Amazonas e Faculdade Nilton Lins. Cerca de 500 alunos estão diretamente envolvidos na apresentação dos trabalhos.

A coordenadora do Núcleo de Pesquisa da Estácio Literatus, Milena Soares, conta que, a cada edição, a Mostra Científica tem se aperfeiçoado. “É um evento que vem crescendo junto com a instituição. Do ano passado para cá, o número de alunos envolvidos triplicou. No próximo ano, devemos dar ao evento o formato de simpósio, para fazer jus ao seu tamanho”, adianta Milena.

O diretor do núcleo da Estácio Literatus em Manaus, Roberto Santos, diz que a Mostra Científica nada mais é do que a tradução da essência da academia, ou seja, a produção científica. “Para que a faculdade exista e cumpra seu dever, tem que produzir. As faculdades e universidades produzem as suas pesquisas e seus trabalhos, mas tem que ter um momento dedicado ao compartilhamento dessa produção. Assim, a sociedade pode usufruir o que se descobriu, o que se confirmou ou até mesmo o que se contradisse através dos estudos”, avaliou.

Palestras – Na primeira noite da Mostra, na quinta-feira, aconteceram duas palestras com autoridades em suas áreas de atuação. Pio Colepicolo, professor de Bioquímica da Universidade de São Paulo, com pós-doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular pela Universidade de Harvard, apresentou o tema “Biotecnologia de Algas: Fonte de metabólitos com alto potencial econômico e biorremediadoras ambientais”. Segundo ele, trata-se de estudos desenvolvidos em laboratório, focados em produtos bioativos de algas marinhas.

Colepicolo disse que esta é a segunda vez que participa da Mostra Científica. “Acho fundamental esse tipo de evento. Comparando o ano passado com esta edição, é possível perceber que cresceu muito. Acredito que o próximo passo é mesmo transformá-lo em simpósio, proporcionando atividades distintas e espaço para que os estudantes que realizaram trabalhos científicos possam também apresentá-los oralmente”, sugeriu.

A outra palestrante da noite foi a professora Dra. Maria Marta Bernardi, que falou sobre “Comportamento e Toxicidade – Modelo experimental de autismo”, estudo que desenvolve acerca de inflamações maternas no período pré-natal. Ela ressaltou a importância do evento. “Eventos científicos podem despertar muitas vocações. É fundamental, que pelo menos uma vez por ano, eles aconteçam. O estudante que durante a universidade passou por um processo de iniciação científica e teve contato com a pesquisa, se torna um profissional muito mais crítico, com mais capacidade de inovar do que aquele que recebeu pouco estímulo”, destacou.

Para aluna do 4º período de Nutrição da Estácio, Luciana Alves, participar da Mostra Científica é uma oportunidade para abrir a visão dos estudantes. “Adorei assistir às palestras. Manaus, por estar geograficamente afastada dos grandes centros, acaba por promover poucos eventos da área de pesquisa, que possam estimular o intercâmbio com cientistas nacionais”, afirma ela.