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Exploração ilegal de madeira no Amazonas será investigada pelo MPAM

Exploração ilegal de madeira no Amazonas será investigada pelo MPAM
Exploração ilegal de madeira no Amazonas será investigada pelo MPAM

Manaus/AM - A exploração ilegal de madeira, loteamento ilegal de terras e desmatamento em territórios de comunidades tradicionais do Rio Manicoré, no município do mesmo nome, estão entre as violações que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) vai investigar a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que instaurou inquérito civil no qual vai acompanhar a solicitação. 

Entre os documentos que fundamental o pedido estão publicações apresentando potenciais ameaças a comunitários e divulgação de manifestação contra a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) do território.

Um relatório apresentado ao MPF pela organização não-governamental Observatório da BR-319 aponta que há quase três mil hectares de área explorada por madeireiras dentro da região destinada aos comunitários que receberam a CDRU coletiva para garantir o uso tradicional do território. 

Mas existem relatos de atividades como a exploração ilegal de madeira, o loteamento ilegal de terras, desmatamento não autorizado e a abertura de ramais nas imediações, além de episódios de ameaças à população local.

A CDRU coletiva foi concedida em março deste ano pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Estado de Cidades e Territórios (Sect), da Superintendência de Habitação (Suhab) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em medida que havia sido recomendada pelo MPF ainda em 2015, para garantir o uso tradicional do território pela população que ali vive, suas áreas sagradas, de moradia, de caça, pesca e coleta, que é um direito garantido pela legislação brasileira.

Mas apesar da formalização da concessão de uso da área e do processo de criação de uma unidade de conservação, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Manicoré,  em andamento, há pressões de grupos locais para que a CDRU coletiva seja revogada.

O MPF tem publicação na rede social facebook relatando suposto acidente causado por lancha da Central de Associações Agroextrativistas do Rio Manicoré (Caarim), que apresenta uma série de ameaças à organização e a comunitários do rio Manicoré.

E identificou também divulgação realizada em mídias sociais sobre manifestação programada para ontem (14), quando o governador Wilson Lima estava em Manicoré, contra a criação da RDS Manicoré e pela revogação da CDRU coletiva, com acusações diversas que necessitam de apuração de responsabilidades.

Além do encaminhamento ao MP-AM, os relatos sobre ameaças também foram encaminhados para serem apurados pelo próprio MPF, na esfera criminal.

Em abril deste ano, o MPF realizou visita ao município de Manicoré e, em reunião com a comunidade, apresentou esclarecimentos sobre a CDRU coletiva do rio Manicoré expedida pelo governo estadual, destacando que o documento assegura a utilização do território tradicional pelas comunidades locais, estabelecendo direitos e deveres para o uso.

A pedido das lideranças comunitárias, o MPF convidou autoridades locais e representantes de colônia e associação de pescadores na região para a reunião, para tirar dúvidas e proporcionar o entendimento claro sobre a amplitude da CDRU coletiva.

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