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Ex-secretário faz defesa de suposto espião

Bosco Sarraf, o homem acusado de possuir uma senha do infoseg - a rede que reúne informações de segurança pública dos órgãos de fiscalização no Brasil -  e que foi acusado de passar informações uma  organização criminosa, "era um homem bom e prestativo", segundo disse em depoimento à justiça o ex-secretário Sá Cavalcanti,  com quem Sarraf mantinha uma suposta relação de negócios. Apesar das investigações desenvolvidas pela própria secretaria que Sá Cavalcanti administrou, até dezembro do ano passado, o ex-secretário surpreendeu ao defender Sarraf, sobre o qual "em nenhum momento teve noticia que desabonasse sua conduta". Sá Cavalcanti acrescentou que Bosco sempre foi  uma pessoa muita prestativa, bem relacionada dentro da secretaria e que  procurava ajudar as pessoas".

Em 28 de março Sarraf foi preso pela  Policia Federal acusado de  participar de uma suposta trama para matar a juíza federal Jaiza Fraxe. 

A intimidade de Sarraf com o poder público era tamanha que ao ser preso, foi encontrada com ele uma agenda contendo telefones atribuídos ao então governador Eduardo Braga, juizes e desembargadores.  Ele presidia o  Instituto Dignidade Para Todos, que recebeu do poder público, ano passado, mais de R$ 20 milhões e era responsável pelas despesas da Secretaria de Segurança.
 
O que liga o ex-policial a uma suposta organIzação criminosa é o depoimento prestado pela principal testemunha do caso Wallace,  Moacir Jorge, o Moa. Moa disse que Sarraf era o informante dentro da estrutura policial. A senha do INFOSEG revela a facilidade com que ele transitava dentro do aparelho de segurança do estado.

 


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