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Ex-secretário da Sejusc Louismar Bonates rebate informações da Folha de SP sobre suposta conversa com Zé Roberto

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Ex-secretário da Sejusc Louismar Bonates rebate informações da Folha de SP sobre suposta conversa com Zé Roberto
Ex-secretário da Sejusc Louismar Bonates rebate informações da Folha de SP sobre suposta conversa com Zé Roberto
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Manaus/AM - Em relação à matéria intitulada "Facção tinha 'cela de comando' e negociou com governo do AM, diz PF", divulgada pela Folha de SP, no dia 05 de Janeiro de 2017, o coronel da Polícia Militar do Amazonas, ex-secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Amazonas (Sejus), Louismar Bonates, informa que, sobre o quinto parágrafo da matéria (De acordo com a PF, "Zé Roberto" disse ter recebido a garantia do coronel Louismar Bonates de que não seria transferido para um presídio federal), nunca houve esse diálogo. Não existe nenhuma fonte confiável, oficial e concreta que confirme essa informação.

De acordo com Bonates, quando era secretário da Sejus, em 2013, autorizou a transferência de 11 presos, considerados chefes dentro das cadeias, para o sistema federal, por mau comportamento, inclusive o apenado José Roberto.

Segundo ele, há um campo de futebol no COMPAJ que era usado para que os presos ficassem no "banho de sol" e que estava desativado por ordem dele, como punição por ter ocorrido uma fuga por esse espaço.

Além disso, segundo Bonates, outras ponderações dos presos foram feitas como a desativação dos SEGUROS (locais onde ficam os presos ameaçados de morte dentro do presídio), o que não foi atendido, pois ali estão alojados presos ameaçados de morte, como rivais no crime e muitos estupradores. "Seria uma irresponsabilidade inominável tal liberação", disse.

Louismar Bonates informa ainda que solicitou sua saída da Seap, no dia 30 de setembro de 2015, para cuidar da saúde, e até essa data todos os SEGUROS continuavam ativados e com os mesmos presos custodiados.

Em relação à "Cela de Comando", citada na matéria, o coronel afirma que desconhece a existência, pois em todas as celas eram cadastrados vários presos como ocupantes, inclusive a de José Roberto, onde haviam 12 presos cadastrados.

"O dia a dia das unidades prisionais é de responsabilidade imediata de seus respectivos diretores, sendo eles os responsáveis diretos pelas movimentações e todos os acontecimentos dentro das mesmas. Inclusive vários deles foram demitidos durante a minha gestão, por atitudes consideradas irregulares ou que infringissem a legislação vigente", comentou Bonates.

O coronel destacou ainda que, todas as vezes que esteve nas unidades prisionais para tratar de assuntos com a massa carcerária, teve a preocupação de entrar em contato com a Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), informando o teor das conversas para que fossem monitoradas posteriormente

Também ressaltou que em momento algum foi chamado para prestar esclarecimentos à Polícia Federal. "Nem antes, nem durante e nem depois da operação denominada 'La Muralha'. Inclusive, nunca fui chamado para tratar sobre nenhum outro assunto relacionado ao sistema prisional. Não há nada que possa dar credibilidade para tais afirmações, pois todas essas acusações levianas foram feitas a partir de declarações de um preso, condenado da Justiça".

 Sobre a votação para o Governo Estadual, em 2014, também citado em várias matérias sobre o assunto, vale ressaltar que o candidato Eduardo Braga teve mais votos que todos os demais candidatos do pleito nos colégios eleitorais dos presídios do Amazonas, segundo a apuração oficial do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas.

O mesmo candidato, hoje senador, foi quem iniciou o processo de terceirização nas unidades prisionais. Também cabe destacar a contradição em querer ligar o governo que mais combate o crime organizado na história do Amazonas com qualquer organização ilícita. Os números são incontestáveis e apontam nos últimos dois anos uma apreensão total recorde de 21 toneladas de entorpecentes.

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