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Estudo na Fapeam investiga perfil do envenenamento de serpentes no Amazonas

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Estudo na Fapeam investiga perfil do envenenamento de serpentes no Amazonas
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Um estudo que deverá investigar o perfil clínico-epidemiológico-inflamatório de pelo menos 100 pacientes vítimas dos acidentes botrópicos, provocados por picadas de serpentes, até o ano de 2023, atendidos na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), em Manaus, está sendo desenvolvido na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A pesquisa pretende contribuir com a melhoria de protocolos adotados na assistência prestada ao paciente e está em fase de acompanhamento dos pacientes.

A cada ano, apenas na FMT-HVD tem-se em média o registro de 160 acidentes provocados por serpentes.
Destes, cerca de 95% dos acidentes são provocados pela jararaca (Bothrops) e os outros 5% pelas serpentes coral (Micrurus) e surucucu (Lachesis).

O grupo de pesquisa já fez a avaliação de 86 pacientes e conta com mais de 2 mil amostras de sangue, decorrentes do acompanhamento na internação. A meta é avaliar, pelo menos, 100 pacientes até o fim do estudo, previsto para ser concluído no primeiro semestre de 2023.

“Os pacientes elegíveis para o estudo serão todos aqueles que tenham o diagnóstico de acidentes ofídicos que tenham vindo do interior e da capital do estado. Os pacientes são acompanhados por sete dias e têm avaliação clínico-laboratorial. As serpentes trazidas pelos pacientes também são avaliadas”, ressalta a coordenadora do projeto, Jacqueline Sachett,  doutora em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O projeto integra o programa Amazônidas – Mulheres e Meninas na Ciência, Edital nº 002/2021, que visa estimular o protagonismo feminino na coordenação de projetos científicos e no cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do fomento a estudos liderados por mulheres. A equipe é composta por mais três bolsistas de iniciação científica.

Os pacientes elegíveis para o estudo serão todos aqueles que tenham o diagnóstico de acidentes ofídicos que tenham vindo do interior e da capital do estado. Os pacientes são acompanhados por sete dias e têm avaliação clínico-laboratorial. As serpentes trazidas pelos pacientes também são avaliadas.

De acordo com a pesquisadora, muitos aspectos dos envenenamentos por serpentes ainda são desconhecidos, e o perfil inflamatório é o ponto que necessita de esclarecimentos.

 “Entender este aspecto poderá direcionar a atenção clínica para possíveis marcadores que estabelecem os níveis de gravidade dos acidentes, e assim prevenir esta evolução com estabelecimento de protocolos mais direcionados. O projeto nos ajudará a compreender essas inflamações exacerbadas e ajudar o paciente a ter algumas alternativas de tratamento para evitar casos mais graves futuramente”, explica Jacqueline.

O programa Amazônidas – Mulheres e Meninas na Ciência foi lançado pelo Governo do Estado via Fapeam em fevereiro de 2021.

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