Manaus/AM - Um estudo realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) mostrou que idosos que tiveram Covid-19 podem sofrer sequelas recorrentes, mesmo após dois anos da infecção. O estudo foi realizado com 70 idosos, divididos em dois grupos: 55 que tiveram Covid-19 e 15 que não foram infectados.
Os idosos que tiveram Covid-19 relataram mais sintomas recorrentes, como fadiga, tosse, falta de ar, dores de cabeça, distúrbios gastrointestinais, diminuição da memória e alterações no humor. Eles também apresentaram níveis maiores de colesterol total, colesterol LDL, glicose e inflamação nas citocinas.
Os pesquisadores acreditam que essas sequelas são causadas por danos ao sistema nervoso central, cardiovascular e aspectos psicológicos. Eles também acreditam que os marcadores bioquímicos, oxidativos e inflamatórios podem ser usados para identificar os idosos que estão mais propensos a sofrer sequelas.
Os resultados do estudo são benéficos ao Sistema Único de Saúde (SUS) do estado, uma vez que podem ajudar a prevenir essas possíveis sequelas e, com isso, diminuir a ocupação de leitos e também os custos ao SUS.
Os idosos que participaram do estudo ainda estão sendo acompanhados semestralmente para avaliar a evolução das sequelas.
O estudo faz parte do Programa Ciência, Tecnologia e Inovação nas Emergências de Saúde no Amazonas – Covid 19 (PCTI-EmergeSaúde/AM) – Chamada 2 – Áreas Prioritárias.
A pesquisa foi desenvolvida no Centro de Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento Tecnológico Gerontec, da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), em Manaus, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, sob a coordenação do médico geriatra Euler Esteves Ribeiro.

