Em fórum José Melo defende nova matriz econômica ambiental

Por Portal do Holanda

02/03/2016 7h56 — em

Estado com a maior cobertura florestal preservada do Brasil, o Amazonas começou nesta semana as discussões para definir um novo modelo de desenvolvimento econômico com horizonte focado na sustentabilidade ambiental. A exploração dos potenciais dos recursos minerais e florestal figura entre ações de destaque do programa discutido pelo governo estadual com ambientalistas e ONGs durante o Fórum Matriz Econômica Ambiental, iniciado na quarta-feira, 1º de março. O governador do Estado, José Melo, defende o incentivo a atividades que movimentem a economia, como a piscicultura e a fruticultura, e também ajudem a preservar a biodiversidade.

Embaixadores e diplomatas de dez países, além de empresários, ambientalistas e representantes de institutos de pesquisa nacionais e estrangeiros e Organizações Não Governamentais (ONGs) estão participando do fórum, que acontece no Amazônia Golf Resort, em Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros em linha reta de Manaus). Resultado das discussões travadas durante a participação da delegação do Amazonas na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP 21) no ano passado, o encontro põe em discussão a proposta do Governo do Amazonas para desenvolver a economia no interior e reforçar a política de proteção do meio ambiente.

Selo de produto sustentável 

A piscicultura e fruticultura são áreas de grande interesse do governo amazonense. A proposta é incentivar projetos em áreas degradadas. Nos últimos anos, a piscicultura recebeu atenção especial e conseguiu avançar em 58% na produção nos últimos cinco anos. Somente no ano passado, a produção em cativeiro chegou a 21 toneladas. A proposta é impulsionar a atividade com fins de industrialização e obter um selo de produto sustentável. “O maior desafio é convencer a comunidade internacional de que vale a pena investir na Amazônia, em atividade sustentável, saindo daqui com a grife sustentável”.

Na avaliação do Governo do Amazonas, só com o endurecimento da estrutura de fiscalização não se conseguirá reduzir a pressão sobre os recursos ambientais. É preciso oferecer alternativas econômicas para diversificação da economia e redução da dependência do modelo Zona Franca de Manaus. Em outra ponta, o Estado trabalha na criação do marco legal das políticas florestais e também vai priorizar as atividades minerais, sem impacto ambiental, como a exploração de terras raras, caulim e a produção de potássio.

A nova matriz econômica do Amazonas também vai contemplar a produção de cosméticos, fármacos e o fortalecimento da produção científica. “Utilização das riquezas regionais para surgir Polos de produção de cosméticos e de fármacos. Outra proposta é que o Estado seja o grande polo científico e de conhecimento voltado a biotecnologia na UEA”, destacou o governador José Melo.

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