Manaus/AM - Mesmo com o anúncio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) de aumento do número de autos por desmatamento e outras infrações contra a flora na Amazônia de janeiro a março 219% em relação à média para o mesmo período nos quatro anos anteriores, destruição da Amazônia foi a segunda mais alta da série histórica medida pelo sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), chegando a 844,6Km², no primeiro trimestre deste ano.
Os dados equiparam a destruição no atual período ao de ex-presidente, Jair Bolsonaro, quando houve recordes de desmatamento.
Os dados do Inpe também mostram recorde de desmatamento no Cerrado, com 1.375,3Km².
O Deter mede os índices de desmatamentos da Amazônia desde o ano de 2015 e do Cerrado, desde 2018.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), as apreensões de bens e produtos relacionados às infrações ambientais tiveram alta de 133% e o número de embargos de propriedades cresceu 93% no mesmo período. Essas medidas descapitalizam os infratores e impedem que obtenham financiamento, além de restringir o comércio de produtos ilegais.
Em todo o país, segundo o governo, também houve aumento das autuações ambientais em 78%, na comparação do primeiro trimestre deste ano com a média para o mesmo período nos anos de 2019 a 2022.
Esses resultados respondem à retomada das atribuições do Ibama e o comando do combate ao desmatamento pela área ambiental, mesmo com o baixo número de fiscais.
O Ibama anuncia a manutenção das operações para retirar invasores de terras indígenas, como a executada desde o dia 6 de fevereiro no território Yanomami, que resultou até o momento na destruição de 285 acampamentos de garimpeiros, 8 aeronaves, 23 barcos, 3 tratores e 124 motores. Também foram apreendidas 22 toneladas de cassiterita, 21 mil litros de combustível e 5 kg de mercúrio, entre outros equipamentos de apoio logístico ao garimpo.

