Manaus/AM - O El Ninõ e a distribuição de calor do oceano Atlântico Norte, são as principais influencias para a seca prolongada e "fora do normal" em rios da Amazonia, dizem especialistas.
Segundo o G1, a previsão é que aumente a estiagem nos próximos meses, o que deve atrasar a estação chuvosa, que deveria começar a partir de outubro.
Giovanni Dolif, meteorologista do Centro de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), afirma que apesar de setembro ser o mês no qual a seca é mais sentida na Bacia Amazônica, neste ano a situação é atípica: "A seca está fora do normal e deve piorar nos próximos meses. O El Niño tem uma grande contribuição nisso, assim como a distribuição da temperatura das águas do Atlântico Tropical.", afirmou Dolif.
A Defesa Civil do Amazonas prevê seca recorde neste ano. Dos 62 municípios do Estado, 17 já tiveram situação de emergência decretada e outros 38 estão em alerta. Uma força-tarefa entre o Governo Federal e Estadual foi criada para amenizar os problemas de navegação de embarcações prejudicadas pelas áreas rasas dos rios.
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), explica que, "apesar de o reflexo dos dois fenômenos ocorrerem em regiões diferentes da Amazônia, o aquecimento das águas do oceano desencadeia um mecanismo de ação similar sobre a floresta". Em resumo, ambos diminuem as chuvas na região.
“O evento do Atlântico Tropical Norte está se somando ao El Niño. Dois eventos ao mesmo tempo são preocupantes. Tivemos isso entre 2009 e 2010, que foi a maior seca registrada na bacia do rio Negro nos últimos 120 anos”, afirma o meteorologista Renato Senna, responsável pelo monitoramento da bacia amazônica no Inpa.

