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Documento da Justiça Federal revela que Zaidan não aparece em escuta da PF pedindo propina

O secretário da Casa Civil do governo do Amazonas, Raul Zaidan, não aparece nas escutas da Polícia Federal pedindo propina  durante a operação  Podium, que investigou  um  esquema de sonegação fiscal, crimes contra o sistema financeiro nacional e corrupção de agentes públicos dos Estados do Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro, conforme divulgou a revista Veja desta semana. O Blog do Holand a teve acesso ao mesmo documento obtido pela revista. Nele o nome de Zaidan aparece uma única vez, mas  citado por terceiros ( leia na íntegra )



A conversa é entre "Erivaldo" e "Alexandre", executivos da empresa Marquise. Os dois falam sobre valor de honorários e em dado momento chegam a confundir o chefe da Casa  Civil do Amazonas, Raul Zaidan, com o advogado Lino Chixaro, que também não está sendo investigado.

Não há, no documento, menção a propina de R$ 200 mil, mas a honorários ( Confira o documento obtido pelo Blog do Holanda ) que  em tese poderiam ter sido pagos ao  advogado Lino Chixaro.  Mas  Lino não advoga para a  empresa Marquise, embora citado nas escutas telefônicas obtidas com autorização da justiça pela Polícia Federal.


O DOCUMENTO

Em degravação encaminhada Justiça  federal é esclarecido que "no dia 3/08/2010, as 20 h50,  o alvo José Carlos mantém contato com Erivaldo. Este empresário é questionado por seu sócio sobre um e-mail enviado por "Alexandre'. Por esta mensagem eletrônica, Alexandre solicita a liberação  de R$ 200 mil para pagamento de honorários. Erivaldo informa que Alexandre já havia, efetivamente, mantido contato sobre o assunto. Erivaldo demonstra cautela, não quer prolongar a conversa e diz que eles, em breve conversarão pessoalmente com Alexandre. José Carlos pergunta se ocorreu audiência, no que é respondido  positivamente


O  documento  policial conclui: "por este último diálogo, fica evidente que o pagamento desses honorários relaciona-se diretamente com a realização de uma audiência pública na cidade de Manaus. Essa audiência se destinaria a sanar dúvidas de autoridades regionais quanto a necessidade ou não de criação do referido aterro sanitário. De fato, esta sessão pública veio a  ocorrer no dia 3 de agosto, as 10 horas".


A realização dessa audiência, citada no despacho do juiz federal,  foi determinada pela Justiça do Amazonas nos autos do Processo número 001.10.236909-8,depois  de liminar contra o Ipaam. Raul Zaidan não aparece como advogado, nem Lino Chixaro, citado na conversa travada entre os dois executivos e que você pode ler no documento publicado por este Blog do Holanda.  

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