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Deputado pede ação do governo para impedir matança de boto

 

O deputado federal Carlos Souza (PP/AM) solicitou providências ao Ministério do Meio Ambiente através de um indicativo com o intuito de cessar a matança indiscriminada de boto - cor-de-rosa no estado do Amazonas. De acordo com o parlamentar está ocorrendo um grave extermínio da espécie Inia geoffrensis (boto-cor-de-rosa) em várias regiões do interior do Estado  , especialmente na localidade conhecida como Boca do Cacau, próxima ao Município de Beruri.

 

Segundo Souza, os ribeirinhos dessa localidade abatem o boto e o jacaré-açu e utilizam sua carne como isca para a pesca de uma espécie de peixe (Calophisus macropterus), conhecida popularmente na Amazônia pelos nomes de piracatinga, birosca, mota e simi.  Estes peixes não são consumidos por brasileiros e são comercializados ilegalmente na fronteira com Peru e Colômbia, países que são apreciados.

 

“Eu acionei o poder executivo porque nós temos dois problemas, primeiro a abusiva matança deste animal ameaçado de extinção, depois a ilegalidade da comercialização destes peixes. Eu espero que o Ministério do Meio Ambiente tome providências imediatas”, declarou o Progressista.

 

Dentre as sugestões para a solução do problema, o deputado cita uma operação de fiscalização, para um levantamento atual da situação, que se complemente com medidas de orientação às comunidades pesqueiras para alternativas em seu processo de captura da piracatinga ou mesmo substituição dessa atividade por diferentes fontes de renda.

 

“O contato e trabalho conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá também pode ser um caminho a seguir”, explicou.

 

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, do Ministério da Ciência e Tecnologia apresentou um relatório técnico em 2003 denunciando a grave situação em relação ao extermínio de botos e jacarés no estado.
O relatório apontou que só no Setor Aranapu-Barroso foi estimado que eram abatidos entre 6 e 12 botos por mês no local, e que desde o ano de 2000 se têm relatos sobre este tipo de pesca nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã.
 

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