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Escrivã acusada de maltratar filha menor, que conta que sofreu abuso do padrasto

Abusada sexualmente pelo padrasto Elias da Silva Maria (estupro de vulnerável) e maltratada pela mãe ( crime de maus tratos)  a escrivã de polícia Luzimeire de Oliveira Bispo, uma menor de 11 anos  acabou chamando o pai, o Conselho Tutelar  e a polícia para conter os abusos. O caso acabou nas mãos do juiz Carlos Zamith, que impressionado com o relato escrito pela  menina e com  a entrevista psicossocial realizada por uma psicóloga e uma assistente social, determinou que a mãe e o padrasto se mantenham afastados da vítima, de seus familiares e testemunhas, pela distância minima de mil metros. Por ter desrespeitado essa decisão, ao comparecer ontem à escola onde a menor estuda, a escrivã Luzimeire de Oliveira Bispo pode ter a prisão decretada a qualquer momento.


Outra filha da escrivã, também menor e vítima de maus tratos foi entregue ao pai por decisão do juiz Carlos Zamith, após parecer do Ministério Público Estadual.  No Cível, no mesmo sentido, se manifestou o juiz Jomar Ricardo Saunders Fernandes, concedendo a guarda e a posse das crianças abusadas ao pai.  Ambos os casos constam  do site do Tribunal de Justiça do Amazonas e foram remetidos a 7a Vara de Família.


Segundo a promotora Lorena de Verçosa Oliva, que deu parecer favorável a guarda da menor ao pai, os direitos das menores foi ameaçado “pelo abuso e omissão da mãe, que detinha a guarda, “sendo portanto a responsável legal para preservar esses direitos”.


No caso do estupro de vulnerável as diligências caminham para o indiciamento de Elias da Silva Maria, que poderá ter a prisão preventiva decretada a qualquer momento.


Na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, casos como o da menor têm se tornado cada vez mais comuns nos últimos meses. Crianças abusadas sexualmente por padrastos, muitas vezes com o conhecimento da mãe, chegam a impressionar os policiais.


Uma cadela que deu cria próximo a delegacia é colocada como exemplo. Ela não deixa ninguém se aproximar dos filhotes. Se um animal age assim - costumaram perguntar os policiais - o que leva uma mulher a não proteger suas crias frente a tanta agressão ? 


Opinião


Numa época  em que tentam prejulgar as instituições públicas, especialmente as de segurança, por justiça merecem destaque o conselheiro tutelar Alfredo IItassuce Matos Correa e a delegada Sylvia Laureana Arruda da Silva, que com suas equipes, literalmente, salvam  a vida em todos os sentidos, de dezenas de crianças   em Manaus.


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