O retorno de 30 detentos para 27º Distrito Policial, em Iranduba, onde no dia 14 deste mês uma rebelião resultou na morte de Ademir Mendonça Silva (37), Lir da Silva Pacheco ((37) e o adolescente Ailton dos Santos Melo (17), já começa a preocupar os moradores do municipio. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Amazonas, Aílson Andrade, diz que a delegacia não dispõe da estrutura necessária para abrigar tantos presos e adverte que, se a decisão de fazê-los retornar for concretizada, é como se o estado os estivesse mandando para o corredor da morte.
“Não concordamos com isso. Todos viram o que houve lá há duas semanas e com certeza irá ocorrer outra vez se esses presos voltarem a ocupar a delegacia que não é uma penitenciária”, advertiu o sindicalista, afirmando que o sindicato está moilziando os policiais que trabalham na DP para cruzarem os braços, assim que o retorno dos presos, que estão em penitenciária de Manaus, ocorre.
O Sindicato também está representando contra a Secretaria de Justiça aos Ministérios Públicos Estadual e Federal. “Nossos policiais civis não são pagos para trabalhar como agentes penitenciários. Isso é desvio de função e o Ministério do Trabalho, com certeza também irá agir”, acrescentou.
O sindicalista disse que a delegacia conta apenas com duas celas com capacidade para no máximo quatro presos por cela e não 30, como a Secretaria de Justiça vinha mantendo no local. “ O estado está desrespeitando os direitos dos detentos”, declarou Ailson.,
