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Conflitos entre pescadores deixa cidade de Fonte Boa sem peixe

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Conflito entre pescadores da zona urbana e rural do município de Fonte Boa vem prejudicando a comercialização e o abastecimento do pescado na cidade. Os que atuam na área urbana, ligados à Colônia de Pescadores, denunciam que os da zona rural estão impedindo-os de atuarem dentro dos lagos disponíveis para a pesca, após a criação da Reserva Ambiental pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável. Antes da criação da reserva havia 26 lagos utilizados para a atividade. Agora, restam apenas cinco e os moradores daquela área veem os pescadores da zona urbana como concorrentes indesejáveis.  

A denúncia foi feita ao deputado estadual Sidney Leite. Em visita à cidade, o parlamentar se comprometeu em intermediar uma reunião com a SDS para regulamentar o acesso às áreas disponíveis para pesca.

São cerca de 600 pescadores que fazem parte da Colônia, residentes da zona urbana de Fonte Boa. Mas estima-se que o número total de pescadores na cidade chegue a mais de mil. Um dos prejudicados é Rony Von Renacon, 39, que faz parte da Colônia de Pescadores. Ele afirma que os moradores dos lagos que ficaram fora da reserva estão impondo regras para os pescadores das outras localidades.

De acordo com os trabalhadores da Colônia, a criação da reserva ocorreu sem que a categoria fosse ouvida. O pescador José Zuca destacou que são eles que abastecem a população da cidade, que agora sente o impacto da falta de peixe. “Quer dizer que nós não podemos, mas eles podem pescar a vontade. Estamos sem local. O acordo tem que ser cumprido”. O problema se agrava, pois os peixes da zona rural não chegam à sede do município, sendo comercializados nas cidades vizinhas.

Para o deputado Sidney Leite a alternativa é reunir os pescadores da Colônia, Sindicato e Associação, para discutirem o assunto com os órgãos ambientais. “Irei agendar uma visita com a secretária da SDS, os representantes de cada categoria estarão presentes e explicarão a realidade deles, a fim de que possamos chegar a um consenso. Se trata de um processo de negociação”, ressaltou, sugerindo que a reunião possa ser feita no próprio município.

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