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Com recorde, Amazônia encerra 2022 com registro de 115 mil focos de queimadas, diz Inpe

Com recorde, Amazônia encerra 2022 com registro de 115 mil focos de queimadas, diz Inpe
Com recorde, Amazônia encerra 2022 com registro de 115 mil focos de queimadas, diz Inpe

Com um índice mais alto de focos de queimadas desde o ano de 2010, a Amazônia encerrou o ano de 2022 contabilizando cerca de 115 mil pontos de queimadas de toda a série histórica do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Quando a comparação é feita no mês dezembro, o registro de 2.743 focos de incêndios surpreende os pesquisadores por ser incomum já que esse mês é marcado pelas chuvas mais intensas, segundo o Inpe. Houve uma alta de 73%, em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram identificados 1.584 focos.

O aumento do número de focos de incêndio aconteceu em todos os estados, com o Pará na liderança, com mais de 41 mil focos, o que representa um aumento de 81% em relação ao ano anterior, quando foram detectados 22,9 mil focos. Somente no mês de dezembro, os satélites do Inpe verificaram um aumento de focos de queimadas de 126% de 2021 para 2022. 

Em segundo lugar, veio o Amazonas, foram 21.217 no total, o dobro de focos em comparação com a média anual calculada desde 1998. O número de focos de incêndio em dezembro foi quatro vezes maior que o mesmo período do ano anterior, 182 contra 43 em 2021. 

Em terceiro lugar, o Mato Grosso teve mais de 21 mil focos, o equivalente a um aumento de 63% em relação a 2021. O Inpe destacou a ocorrência de incêndios no Parque Cristalino II, que consumiram mais de quatro mil hectares do local que é considerado uma área prioritária na conservação da Amazônia. Em dezembro o total de incêndios registrados foi de 159 focos.

Os 12,5 mil registros de focos de incêndio em Rondônia em 2022 pelo Deter, apontam para um percentual de 24% maior do que em 2021. O aumento no mês de dezembro foi de 125% em comparação ao mesmo período do ano anterior. 

No Acre, houve o registrado de 11.840 focos de queimadas, o segundo maior número desde 1998, quando houve três recordes mensais, os meses de janeiro, setembro e novembro, que representaram os meses com maior número de focos registrados desde o início da série histórica, em 1998.

Uma alta de quase 22% de 2021 para 2022 foi verificada no Maranhão, onde mais de 3 mil focos registrados ano passado. Apenas no mês de dezembro foram registrados 617 focos de queimadas.

Nos estados de Roraima e Amapá, o aumento do número de queimadas foi de 23% e 46%, respectivamente, com destaque para o mês de dezembro, quando o aumento dos focos em Roraima foi de 146% maior em 2022 em comparação ao mesmo mês de 2021. Em Tocantins, houve registro de 369 focos, 47% acima dos registros do ano de 2021.

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