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Choro e comemoração no julgamento de Mitouso

A condenação do prefeito de Coari, Arnado Mitouso, pelo assassinato do ex-prefeito Odair Carlos Geraldo, em 1995,   foi motivo de choro e comemoração na manhã desta terça-feira no Tribunal de Justiça do Amazonas. O resultado também foi festejado em Coari. O prefeito continua no cargo, até o trânsito em julgado da sentença. Como ele respondia o crime em libderdade, permanecerá  em liberdade, até o julgamento do recurso que será impetrado no STJ e STF  .
Leonan Sahdo Geraldo
 
Carlos Sahdo Geraldo


Fotos - Os filhos Leonan Sahdo Geraldo e  Carlos Sahdo Geraldo   Neto abraçados com a mãe ex-esposa de Odair Sammy Sahdo -

Odair Neto,( foto) chorou muito ao ouvir a sentença.

A tese de legítima defesa, lesão corporal seguida de morte e rixa, levantada pelos advogadois do prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, não convenceu  os 12 desembargadores presentes na sessão do Pleno do Tribunal de Justiça, na manhã desta terça-feira.

Por unanimidade eles acompanharam o voto da relatora, desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado, e condenaram Mitouso   a oito  anos de prisão em regime fechado, perda do mandato, mas somente depois de transitado em julgado.


Em seu voto, acompanhado pelos desembargadores, Domingos Chalub, Flávio Pascarelli, Wilson Barroso, Paulo Lima, Yedo Simões, Mauro Bessa, Wellington José de Araújo, Sabino Marques, Jorge Lins, Cláudio Roessing e as desembargadoras Graça Figueiredo e Socorro Guedes, Encarnação Salgado  disse que o homicida agiu com ódio, e frieza ao matar a tiros do médico Odair Carlos Geraldo.




O desembargador Rafael Romano, antes de proferir seu voto, lamentou o fato de um crime de grande repercussão onde um vereador matou um prefeito demorou 16 anos para chegar a julgamento. “O homem foi eleito prefeito, estava para ser eleito presidente da república e não era julgado”, ironizou ao votar com a relatora.

Graça Figueiredo, que também votou com  a relatora, usou a o ditado popular “a Justiça tarda, mas não fallha”.

Desabafo da viúva

Para a ex-esposa da vítima, Sammy Sahdo, que estava acompanhada dos filhos Leonardo Sadho e Odair Neto, a Justiça foi feita mesmos depois de 16 anos. “Tenho certeza de que eles vão recorrer a instância superior, mas lá também a Justiça, com certeza dará a resposta certa”, declarou em prantos, ao deixar a sessão do Pleno.

“Isso não traz a vida do meu pai de volta. Mas a Justiça está sendo feita”, declarou um dos filhos ao deixar  o Plenário do Tribunal de Justiça.

Entenda o crime

Dia 13 de agosto de 1995, por volta de 22 horas, o vereador época hoje prefeito, Arnaldo Mitouso, bebia com amigos no bar da Dona Iolanda, em Coari, quando foi informado de que seu irmão Adalberto, tinha sido preso a mando do médico e prefeito Odair Carlos.

Revoltado, ele se dirigiu ao bar América, localizado próximo ao Iolanda, onde houve uma discussão e disparos de arma de fogo.
Mitouso, de acordo com testemunha sacou de um revólver e efetuou dois disparos contra Odair, que socorrido por populares, morreu no hospital da cidade.
 

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