Manaus/AM - As pessoas que moram em Manaus e queiram se autoidentificar como indígenas ou quilombolas no Censo 2022, poderão registrar essa intenção no questionário que começou a ser feito ontem (1º), pelo IBGE. No Amazonas, a estimativa é de que 1,1 milhão de domicílios serão visitados e 4,1 milhões de pessoas serão contabilizadas.
De acordo com o gerente de indicadores sociais do órgão no Amazonas, Adjalma Jaques, o sistema de coleta de informações cria uma área para que pessoas identificadas com a cor parda, por exemplo, receba uma pergunta de cobertura, que buscará saber se ela se identifica como indígena ou quilombola.
Com essa pergunta, cria-se a oportunidade para que a pessoa que deseje se autoidentificar como indígena ou quilombola possa fazê-lo, mesmo morando na capital há muito tempo e tenha perdido o hábito de se identificar como indígena ou quilombola, explica o gerente.
No Censo 2022, há dois tipos de questionário: o básico, com 26 quesitos, leva em torno de 5 minutos para ser respondido. Já o questionário ampliado, com 77 perguntas e respondido por cerca de 11% dos domicílios, leva cerca de 16 minutos.
A seleção da amostra que irá responder o questionário ampliado é aleatória e feita automaticamente no Dispositivo Móvel de Coleta (DMC) do recenseador.
De acordo com o IBGE, o questionário básico traz os seguintes blocos de perguntas: identificação do domicílio, informações sobre moradores, características do domicílio, identificação étnico-racial, registro civil, educação, rendimento do responsável pelo domicílio, mortalidade. Já o questionário da amostra, além dos blocos contidos no questionário básico, investiga também: trabalho, rendimento, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, pessoas com deficiência, migração interna e internacional, deslocamento para estudo, deslocamento para trabalho e autismo.


