O ex-governador Eduardo Braga e a deputada federal Vanessa Grazziotin, ambos eleitos para o Senado, ingressaram na Justiça com representação criminal de calúnia contra três das cinco testemunhas que admitiram em depoimento ao Ministério Público Federal, no dia 8, que foram beneficiadas com os cartões de débitos do Bradesco emitidos pela A.C Nadaf Neto Assessoria, empresa contratada para administrar o pagamento dos cabos eleitorais da coligação “Avança Amazonas”. As testemunhas admitiram terem comprados votos para os dois candidatos.
No processo, Eduardo e Vanessa negam a acusação e acionam criminalmente, por calúnia, Amanda da Silva Canto, Evandro Ferreira Cid e Naimy Picanço Nomiyama. A primeira testemunha responderá a processo na 3ª Vara Criminal, onde a juíza é Margareth Rose Cruz Hoaegen, enquanto que Cid irá responder pela acusação contra o ex-governador e a deptuada na 11ª Vara Criminal, com a juíza Eilinete Melo Silva Tribuzy. O processo contra Naimy tramita 5ª Vara Criminal, com o juiz Genésino Braga Neto.
Entenda o caso
Das cinco testemunhas que acusaram Vanessa e Eduardo Braga, quatro delas sacaram R$ 600,00 cada uma, enquanto Antônio Carlos Rodrigues Assis, o “Totonho”, fez um saque maior, no valor de R$ 1.200,00. Em depoimento ao MPF ele afirmou ter entregue R$ 20,00 para 20 pessoas, para que votassem nos candidatos Vanessa Grazziotin e Eron Bezerra, ambos do PCdoB.
Amanda da Silva Canto, Evandro Ferreira Cid, Paulo Augusto Vieira Bulcão, Naimy Picanço Nomiyama e Antônio Carlos Rodrigues Assis confirmaram que o convite para trabalhar para os candidatos Eduardo Braga, Vanessa e Eron Bezerra foi feito no dia 20 de setembro e que todos teriam entregue aos organizadores do encontro cópias de seus documentos pessoais como RG e CPF, além dos comprovantes de residência.

