Os advogados Ricardo Albuquerque, Nil Ferreira e Paulo Feitoza, que representam a família de Benício Xavier, criança que morreu após complicações durante atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus, declararam nesta quinta-feira (2) que o inquérito já ultrapassa 120 dias sem conclusão. Eles afirmaram que o principal documento aguardado é o laudo de perícia indireta, considerado essencial para esclarecer as circunstâncias da morte.
Nil Ferreira destacou: “Nós temos 120 dias hoje de um infeliz homicídio que ocorreu dentro do Hospital Santa Júlia e até o presente momento temos pouquíssimas informações do que realmente aconteceu. Nós que acompanhamos o Bruno e a Joice não tivemos acesso ainda às informações. Já nos habilitamos, mas estamos pendentes de autorização judicial para figurar como assistente de acusação e assim ter acesso aos depoimentos, aos laudos necroscópicos, à perícia indireta e aos demais documentos que fundamentam o relatório final e posteriormente a denúncia.”

O advogado Ricardo Albuquerque reforçou a importância do documento: “O principal laudo que nós estamos esperando é o laudo de perícia indireta, porque o necroscópico não pôde ser feito em razão do corpo ter sido submetido a forma nova.”
Segundo os representantes da família, a ausência desse laudo tem atrasado o andamento do processo e prolongado o sofrimento dos pais de Benício. O objetivo da defesa é que, com a conclusão da perícia, o Ministério Público possa formalizar a denúncia e levar o caso a julgamento.


